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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

FONTE DE PESQUISA PARA OS ALUNOS DOS LIVROS HISTÓRICOS


A TEORIA DA CONQUISTA:
Israel invade a terra de Canaã, vindo da Transjordânia, pelo final do século XIII a.C. As tribos lutam unidas e, fazendo uma campanha militar em três fases, dirigidas ao centro, sul e norte, ocupam o país, destruindo seus habitantes, no espaço de uns 25 anos.
Esta é a visão de Js 1-12 e a que dominou no mundo judaico. A síntese de Js 10,40-43 diz o seguinte:"Assim Josué conquistou toda a terra, a saber: a montanha, o Negueb, a planície e as encostas, com todos os seus reis. Não deixou nenhum sobrevivente e votou todo ser vivo ao anátema, conforme havia ordenado Iahweh, o Deus de Israel; Josué os destruiu desde Cades Barne até Gaza, e toda a terra de Gósen até Gabaon. Todos esses reis com suas terras, Josué os tomou de uma só vez, porquanto Iahweh, Deus de Israel, combatia por Israel. Finalmente Josué, com todo Israel, voltou ao acampamento em Guilgal".
Alguns defendem esta teoria, com matizes, baseados na "evidência" arqueológica como William Foxwell Albright, George Ernest Wright, Yehezkel Kaufmann, Nelson Glueck, Yigael Yadin, Abraham Malamat, John Bright, este último moderadamente [1]. A arqueologia atesta:
a) Uma ampla destruição de cidades cananéias no final do século XIII a.C. Do norte para o sul, são essas as cidades: Hazor, Meguido, Succoth, Betel, Bet-Shemesh, Ashdod, Lakish, Eglon e Debir.
Destas 9 cidades, 4 são ditas especificamente como destruídas por Josué:
Hazor: Js 11,10-11
Lakish: Js 10,31-33
Eglon: Js 10,34-35
Debir: Js 10,38-39
b) A não destruição de cidades que os textos confirmam como não tendo sido tomadas por Josué:
Gibeon: Js 9
Taanach: Jz 1,27
Siquém: Js 24
Jerusalém: Js 15,63; 2Sm 5,6-9
Bet-Shean: Jz 1,27-28
Gezer: Js 10,33
c) A reocupação das cidades destruídas foi homogênea e pode ser relacionada com a ocupação israelita que se seguiu à conquista. Além do que tal ocupação mostra, na sua maior parte, um empobrecimento técnico, típico do assentamento de populações seminômades (o tipo de cerâmica, de construções, de utensílios etc).
d) Localidades que estavam abandonadas há muito tempo são ocupadas nova¬mente no século XIII a.C., como: Dor, Gibeah, Bersabéia, Silo, Ai, Mispa, Bet-Zur...
Ora, em nenhuma destas evidências aparece qualquer inscrição dizendo tratar-se de Israel. Mas como nenhum outro povo ocupou tal região neste período, quem poderia ser senão Israel?
Porém:
• os dados arqueológicos não são puros, são interpretados
• várias destruições podem ter sido feitas por lutas internas, lutas entre as cidades cananéias
• o livro dos Juízes relata a conquista de maneira individualizada, feita pelas várias tribos isoladamente e não uma ação conjunta de um pretenso Israel unido
• o Dtr marcou muito sua obra com propósitos teológicos - necessários no tempo do exílio - e não tinha a nossa concepção de história. Ele projetou muito no passado o que era projeto para o presente, como:
• o hérem ou "anátema", uma guerra de extermínio, com o objetivo de manter os israelitas separados das populações estrangeiras que ocuparam a Palestina durante o exílio
• o processo de nacionalização através do chefe único - Josué - que interessava na reunificação dos israelitas no pós-exílio, quando na realidade Josué deve ter comandado apenas tribos da "casa de José", como Efraim, Manassés, Benjamim
• a chave litúrgica na apresentação dos fatos (o que interessava aos levitas e à reforma de Josias) como: a tomada de Jericó (Js 6), a travessia do Jordão (Js 3-5), o culto praticado num só lugar, na seqüência Guilgal, Silo, Siquém (Js 5,10;18,1;24,1) e a condenação do culto praticado em qualquer outro lugar (Jz 17-18), quando, na verdade, os lugares de culto parecem ter sido muitos nesta época, e contemporâneos!
• as cidades de Jericó, Ai e Gibeon não podem ter sido conquistadas nesta época, segundo os arqueólogos. Jericó foi destruída no século XIV a.C. e não há indícios de destruição nos séculos XIII-XII a.C., nem de reocupação; Ai (= ruína) também já fora destruída muito tempo antes, no III milênio. Gibeon não era nenhuma cidade importante na época de Josué, segundo mostra a arqueologia (cf. Js 9)
• o livro de Josué recorre muito à etiologia, quando diz: "e (tal está assim) até o dia de hoje" (Js 4,9;5,9;6,25;7,26;8,28-29;9,27;10,27 etc). O mesmo acontece com o livro dos Juízes. Qual o valor histórico destes relatos?
A TEORIA DA INSTALAÇÃO PACÍFICA:
Modelo defendido por Albrecht Alt (1925;1939), Martin Noth (1940;1950), Manfred Weippert, Siegfried Hermann, José Alberto Soggin, Yohanan Aharoni e outros [2]. Os relatos de conquista de Josué são etiológicos e Josué não passou de um chefe local efraimita. As tribos foram ocupando os espaços vazios entre as cidades-estado cananéias, sem um conflito generalizado e organizado. Os conflitos aconteciam quando um clã invadia o território de uma cidade-estado [3].
Tal teoria baseia-se na análise crítica dos textos bíblicos e interpreta à sua luz os dados arqueológicos, que assim acabam confirmando-na. Apóia-se também nas tradições patriarcais do Gênesis: os patriarcas viviam, mais ou menos pacificamente, nas proximidades das cidades cananéias [4].
Defende uma entrada diferenciada na Palestina, para as tribos israelitas: êxodos diferentes para os vários grupos, pelo menos, para o sul e para o norte. Ligas anfictiônicas: primeiro duas (Noth): uma de clãs do sul (6 clãs posteriormente assimilados a Judá) e outra de tribos do norte. Depois sua união, antes da monarquia, em doze tribos. Noth liga os hebreus aos hapiru.
Problemas:
• anfictionia israelita?
• hapiru/hebreu?
• conceito de etiologia e narrativas etiológicas
• e as destruições do final do século XIII a.C.?

A TEORIA DA REVOLTA:
A teoria da revolta foi defendida primeiro por George Mendenhall, com um artigo [5] chamado The Hebrew Conquest of Palestine, publicado em Biblical Archaeologist 25, pp. 66-87, 1962. O artigo já começa com uma constatação, que hoje tornou-se lugar comum em congressos ou salas de aula: "Não existe problema da história bíblica que seja mais difícil do que a reconstrução do processo histórico pelo qual as Doze Tribos do antigo Israel se estabeleceram na Palestina e norte da Transjordânia" [6].
De fato, a narrativa bíblica enfatiza os poderosos atos de Iahweh que liberta o povo do Egito, o conduz pelo deserto e lhe dá a terra, informando-nos, deste modo, sobre a visão e os objetivos teológicos dos narradores de séculos depois, mas ocultando-nos as circunstâncias econômicas, sociais e políticas em que se deu o surgimento de Israel.
Frente a isso, os pesquisadores sempre utilizaram modelos ideais para descrever as origens de Israel, como o fez Martin Noth com a tese da anfictionia, importada do mundo grego. O que George Mendenhall propôs com o seu artigo foi apresentar um novo modelo ideal em substituição a modelos que não mais se sustentavam, sugerindo uma linha de pesquisa que levasse em conta elementos que até então não tinham sido considerados.
G. Mendenhall começa descrevendo os dois modelos existentes até então para a entrada na terra de Canaã, o da conquista militar e o da infiltração pacífica de seminômades e elenca os três pressupostos presentes em ambos:
• as doze tribos entram na Palestina vindo de outro lugar na época da "conquista"
• as tribos israelitas eram nômades ou seminômades que tomam posse da terra e se sedentarizam
• a solidariedade das doze tribos é do tipo étnico, sendo a relação de parentesco seu traço fundamental, caracterizando-as, inclusive, em contraste com os cananeus.
Ora, continua Mendenhall, o primeiro e o terceiro pressupostos até que podem ser aceitos, mas "a suposição de que os israelitas primitivos eram nômades, entretanto, está inteiramente em contraste com as evidências bíblicas e extra-bíblicas, e é aqui a reconstrução de uma alternativa deve começar" [7].
A seguir, Mendenhall critica a visão romântica do modo de vida dos beduínos, erroneamente vistos como nômades contrastando com os sedentários das cidades, que foi assumida sem criticidade pelos pesquisadores bíblicos e usada como modelo para o Israel primitivo. Mostra que os próprios relatos bíblicos jamais colocam os antepassados de Israel como inteiramente nômades, como, por exemplo, Jacó e Labão, Jacó e os filhos, onde há sempre uma parte do grupo que é sedentária. Igualmente critica a noção de tribo como um modo de organização social próprio de nômades, mostrando que tribos podem ser parte ou estar em relação com povoados e cidades.
Aproximando o conceito de hebreu ao de Hab/piru, e utilizando as cartas de Tell el-Amarna, Mendenhall procura demonstrar que ninguém podia nascer hebreu já que este termo indica uma situação de ruptura de pessoas e/ou grupos com a fortemente estratificada sociedade das cidades cananéias. E conclui: "Não houve uma real conquista da Palestina. O que aconteceu pode ser sumariado, do ponto de vista de um historiador interessado somente nos processos sócio-políticos, como uma revolta camponesa contra a espessa rede de cidades-estado cananéias".
Estes camponeses revoltados contra o domínio das cidades cananéias se organizam e conquistam a Palestina, diz Mendenhall, "porque uma motivação e um movimento religioso criou uma solidariedade entre um grande grupo de unidades sociais preexistentes, tornando-os capazes de desafiar e vencer o complexo mal estruturado de cidades que dominavam a Palestina e a Síria no final da Idade do Bronze" [8]. Esta motivação religiosa é a fé javista que transcende a religião tribal, e que funciona como um poderoso mecanismo de coesão social, muito acima de fatores sociais e políticos... Por isso a tradição da aliança é tão importante na tradição bíblica, pois esta é o símbolo formal através da qual a solidariedade era tornada funcional.
A ênfase na mesma herança tribal, através dos patriarcas, e na identificação de Iahweh com o "deus dos pais", pode ser creditada à teologia dos autores da época da monarquia e do pós-exílio que deram motivações políticas a uma unidade que foi criada pelo fator religioso.
Niels Peter Lemche, por outro lado, critica Mendenhall, por seu uso arbitrário de macro teorias antropológicas, mas especialmente por seu uso eclético destas teorias, coisa que os teóricos da antropologia não aprovariam de modo algum [9]. Segundo Lemche, Mendenhall usa os modelos de Elman Service expostos em sua obra Primitive Social Organization, New York, Random, 19622. Sem dúvida, seu ponto mais crítico é o idealismo que permeia o seu estudo e coloca o "javismo", um javismo não muito bem explicado, mas principalmente só o javismo e nenhuma outra esfera da vida daquele povo, como a causa da unidade solidária que faz surgir Israel.
Alguns anos mais tarde, Norman K. Gottwald publicou seu polêmico livro The Tribes of Yahweh: A Sociology of the Religion of Liberated Israel, 1250-1050 B.C.E., Maryknoll, New York, Orbis Books, 1979, no qual retoma a tese de G. Mendenhall e avança por quase mil páginas em favor de uma revolta camponesa ou processo de retribalização que explicaria as origens de Israel. Mas, em um artigo anterior, de 1975, didaticamente, Gottwald expõe sua tese então em desenvolvimento, e que usarei aqui para sintetizar seus pontos fundamentais [10].
Ele diz que até recentemente a pesquisa sobre o Israel primitivo era dominada por três idéias básicas:
• o pressuposto de mudança social ocorrida no deslocamento de populações, ou seja: um hiato sócio-político em Canaã teria ocorrido como resultado da substituição demográfica ou étnica de um grupo por outro, seja por imigração seja por conquista militar
• o pressuposto da criatividade do povo do deserto em iniciar mudanças sociais em regiões sedentárias, ou seja, Israel teria ocupado a terra como recurso para realizar a passagem do seminomadismo para a sedentarização, resultando numa aculturação sócio-política
• o pressuposto de mudança social produzida por características especiais de um grupo ou por elementos culturais de destaque, ou seja, a partir do momento em que o judaísmo é lido a partir da perspectiva do judaísmo tardio e do cristianismo, o javismo é visto como fonte isolada e agente de mudança na emergência de Israel [11].
As forças e pressões que dobraram e quebraram estes pressupostos são muitos, mas basta citarmos umas poucas para que as coisas comecem a clarear: a evidência etnográfica de que o seminomadismo era apenas uma atividade secundária de populações sedentárias que criavam gado e cultivavam o solo; indicações de que mudanças culturais e sociais são freqüentemente conseqüências do lento crescimento de conflitos sociais dentro de uma determinada população mais do que resultado de incursões de povos vindos de fora; a conclusão de que conflitos ocorrem tanto dentro de sociedades controladas por um regime único como entre estados opostos; a percepção de que a tecnologia e a organização social exercem um impacto muito maior sobre as idéias do que pesquisadores humanistas poderiam admitir; evidências da fundamental unidade cultural de Israel com Canaã em uma vasta gama de assuntos, desde a língua até a formação religiosa...
Os conceitos centrais que emergem deste deslocamento de pressupostos, cada vez maior entre os estudiosos, podem ser sintetizados da seguinte maneira:
• o pressuposto da ocorrência normal de mudança social ocorrida por pressão e conflitos sociais internos, como resultado de novos avanços tecnológicos e de idéias em confronto numa interação volátil
• o pressuposto da função secundária do deserto em precipitar a mudança social, sendo que no Antigo Oriente Médio o seminomadismo era econômica e politicamente subordinado a uma região predominante agrícola e que nunca foi ocasião de deslocamentos maciços de populações ou de conquistas políticas provocadas por estes deslocamentos
• o pressuposto de que mudança social ocorre pela interação de elementos culturais de níveis diversos, especialmente o fato de que os fatores ideológicos não podem ser desligados de indivíduos e grupos vivendo em situações específicas, nas quais determinados contextos tecnológicos e sociais adquirem configurações novas [12].
A partir de tais constatações, Gottwald propõe um modelo social para o Israel primitivo que segue as seguintes linhas: "O Israel primitivo era um agrupamento de povos cananeus rebeldes e dissidentes, que lentamente se ajuntavam e se firmavam caracterizando-se por uma forma anti-estatal de organização social com liderança descentralizada. Esse desligar-se da forma de organização social da cidade-estado tomou a forma de um movimento de 'retribalização' entre agricultores e pastores organizados em famílias ampliadas economicamente auto-suficientes com acesso igual aos recursos básicos. A religião de Israel, que tinha seus fundamentos intelectuais e cultuais na religião do antigo Oriente Médio cananeu, era idiossincrática e mutável, ou seja, um ser divino integrado existia para um integrado e igualitário povo estruturado. Israel tornou-se aquele segmento de Canaã que se separou soberanamente de outro segmento de Canaã envolvendo-se na 'política de base' dos habitantes dos povoados organizados de forma tribal contra uma 'política de elite' das hierarquizadas cidades estados" [13].
Assim, Gottwald vê o tribalismo israelita como uma forma escolhida por pessoas que rejeitaram conscientemente a centralização do poder cananeu e se organizaram em um sistema descentralizado, onde as funções políticas ou eram partilhadas por vários membros do grupo ou assumiam um caráter temporário. O tribalismo israelita foi uma revolução social consciente, uma guerra civil, se quisermos, que dividiu e opôs grupos que previamente viviam organizados em cidades-estado cananéias. E Gottwald termina seu texto dizendo que o modelo da retribalização levanta uma série de questões para posterior pesquisa e reflexão teórica [14].


BIOGRAFIA:
Cf. ALBRIGHT, W. F., The Archaeology of Palestine, Baltimore, Penguin, 19603; WRIGHT, G. E., Biblical Archaeology, Philadelphia, Westminster Press, 19622; KAUFMANN, Y., The Religion of Israel: From its Beginnings to the Babylonian Exile, New York, Schocken Books, 1972; BRIGHT, J., História de Israel, São Paulo, Paulus, 1978.
[2]. Cf. ALT, A., Terra Prometida. Ensaios sobre a História do Povo de Israel, São Leopoldo, Sinodal, 1987; NOTH, M., The History of Israel, New York, Harper & Brothers, 1960; WEIPPERT, M., The Settlement of the Israelite Tribes in Palestine, London, SCM Press, 1971; HERMANN, S., A History of Israel in Old Testament Times, Philadelphia, Fortress Press, 1975; SOGGIN, J. A., Joshua, Philadelphia, Westminster Press, 1972.
[3]. Cf. ALT, A., Terra Prometida. Ensaios sobre a história do povo de Israel, pp. 19-110.
[4]. Cf. ALT, A., Terra Prometida, pp. 56 e 72-73.
[5]. Cf. o artigo em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.), Community, Identity and Ideology. Social Sciences Approaches to the Hebrew Bible, Winona Lake, Indiana, Eisenbrauns, 1996, pp. 152-169.
[6]. MENDENHALL, G. E., The Hebrew Conquest of Palestine, em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.), Community, Identity and Ideology, p. 152.
[7]. Idem, ibidem, p. 154.
[8]. Idem, ibidem, pp. 158-159.
[9]. Cf. LEMCHE, N. P., "On the Use of "System Theory", "Macro Theories", and Evolutionistic Thinking" in Modern Old Testament Research and Biblical Archaeology, em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.), Community, Identity and Ideology, p. 279.
[10]. Cf. GOTTWALD, N. K., Domain Assumptions and Societal Models in the Study of Pre-Monarchic Israel, em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.), Community, Identity and Ideology, pp. 170-181. Cf. também Revisiting The Tribes of Yahweh (2006).
[11]. Cf. Idem, ibidem, p. 172.
[12]. Cf. Idem, ibidem, pp. 173-174.
[13]. Idem, ibidem, pp. 174-175.

1° DEBATE TELEVISIVO DOS CANDIDATOS A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA 2010





Ao assistir este debate tive a certeza, ainda não esta no momento de decidir em quem votar, os presidênciáveis estão em formação, falta uma boa jornada para o preparo e segurança dos mesmos no que diz respeito a capacidade de administrar o nosso País, com isso veja abaixo o resumo de tudo e faça a sua auto-crítica, decida-se aos poucos e saiba, votar com certeza é preciso.

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participaram na noite desta quinta-feira (5) do primeiro debate da campanha presidencial na TV, em que discutiram temas como educação, saúde, meio ambiente, carga tributária e privatizações.

O debate foi realizado pela TV Bandeirantes. Parte do programa foi marcada pela polarização entre Dilma e Serra em torno dos legados dos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marina procurou se mostrar como "pós-Lula e FHC" e Plínio não economizou críticas à situação do país e aos outros candidatos.

No debate, eles responderam a perguntas formuladas pela produção e por jornalistas da emissora. Também puderam fazer perguntas entre si.

Primeiro bloco
Na primeira parte do bloco inicial, os quatro candidatos responderam a uma mesma pergunta da produção. Deveriam escolher, entre segurança, educação e saúde, qual área priorizariam imediatamente após a posse e quais seriam as primeiras medidas.

Plinio de Arruda Sampaio (PSOL) apontou “omissão” da mídia em relação à sua candidatura. “A razão dessa omissão é muito clara, porque nós queremos apresentar uma alternativa a um modelo de desigualdade”. Defendeu a “perspectiva da igualdade social” como forma de encarar os problemas.

Marina Silva (PV) disse não ser possível separar educação, segurança e saúde, mas apontou a última área como prioridade. Disse que “milhões de brasileiros continuam nas filas” e citou sua experiência de “ficar na fila como indigente”. Citou como medida inicial o trabalho pela regulamentação da emenda 29, que assegura recursos mínimos para financiamento da saúde.

José Serra (PSDB) ressaltou a importância das três áreas. “A saúde e a segurança têm a ver com a vida, enquanto a educação tem a ver com o futuro.” Enumerou suas prioridades em cada setor: criação do ministério da Segurança Pública, construção de 150 ambulatórios médicos de especialidades e criação de 1 milhão de vagas no ensino técnico.

Dilma Rousseff (PT) afirmou não ser possível priorizar uma área. “Um governo tem que atender simultaneamente a todos os temas.” Citou propostas em educação, como ênfase em qualidade do ensino e remuneração e “formação continuada” dos professores.

Perguntas
No início da rodada de perguntas entre candidatos, Serra dirigiu-se a Dilma e perguntou quais são suas “propostas concretas” em saúde, segurança e educação.

A petista disse que irá “completar o SUS [Sistema Único de Saúde]” e criar 500 unidades de pronto-atendimento 24 horas. Em segurança, citou a experiência das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) do Rio; em educação, prometeu “grande ênfase” em educação profissional.

Marina fez pergunta a Serra: “Durante oito anos em que você foi situação e oposição, qual foi a aprendizagem que ficou?” Falando em "conquistas ao longo dos anos que não foram parte de apenas um governo", o tucano citou a Assembleia Constituinte, o Plano Real e o Bolsa-Família, “que foi precedida de outras bolsas criadas no governo Fernando Henrique”. Disse que, como oposição, “nunca jogou no quanto pior, melhor”.

Marina criticou PT e PSDB por não terem promovido um “realinhamento histórico” nos últimos 16 anos. O tucano citou ação conjunta com setores da oposição quando era ministro da Saúde de FHC.

Plínio quis saber a opinião de Dilma sobre três temas: promoção de plebiscito para limitar todas as propriedades agrícolas em 1.000 hectares, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e “anistia aos desmatadores”.

A petista disse ser contra qualquer medida que “flexibilize a possibilidade de desmatamento”. Sobre jornada de trabalho, disse que o Brasil “é composto por milhões de situações diferentes” e que a “discussão tem que ser específica”.

Em pergunta a Serra, Dilma citou “valor histórico de geração de empregos” formais no governo Lula (14 milhões). “Como o senhor vê essa diferença e como vai fazer para criar esses milhões de empregos que conseguimos?”

O tucano disse que “a gente não deve fazer campanha com os olhos no retrovisor” e afirmou que as circunstâncias da economia no governo Lula são “absolutamente diferentes” das da gestão do PSDB.

Segundo bloco
Serra iniciou o segundo bloco questionando Dilma sobre a relação da União com as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). O tucano disse que o governo federal estava discriminando essas entidades.

Dilma rebateu e disse que não concordava “de jeito nenhum” com as declarações do adversário. “Se teve um governo que se comprometeu com essa questão do transporte escolar, que se comprometeu também com a ajuda à criança, ao adolescente e ao adulto excepcional foi o nosso governo. E isso ficou claro não só no que se refere à questão da educação”, respondeu.

Assim como no primeiro bloco, Plínio perguntou qual é a posição de Serra sobre limitar o tamanho das propriedades em 1.000 hectares, sobre redução da jornada de trabalho e a anistia aos desmatadores.

Serra respondeu que o governo federal já tem um “estoque” de terras desapropriadas disponíveis e que não é necessário limitar o tamanho das propriedades. Disse que a discussão sobre jornada de trabalho é “um bom debate para o Congresso Nacional” e afirmou ser contrário a anistia para desmatadores.

Marina abordou o tema da educação e voltou a defender o investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Ela questionou a petista sobre como fazer isso imediatamente e comparou o sistema educacional no Brasil com o do Chile, apontando desvantagem para o brasileiro.

Dilma defendeu maior investimento na área e propôs acabar com a chamada progressão automática e continuada. “É importante que as crianças tenham conhecimento testado até para a gente poder reforçar quando não estiverem adequados”, disse.

No fim do bloco, Dilma questionou Marina sobre o crack. A candidata do PV disse que programa recente do governo federal é "muito semelhante” ao apresentado em 2009 ao governo Lula pelo coordenador da área de segurança pública de sua campanha.

Terceiro bloco
No terceiro bloco do debate, Marina questionou Plínio sobre suas propostas de política social. O candidato do PSOL defendeu uma “distribuição radical” de renda. “Vocês estão propondo medidas de melhorias, isso não vai resolver, porque é brutal a diferença entre o rico e o pobre neste país”, respondeu o candidato.

Dilma perguntou a opinião de Serra sobre duas ações do governo Lula: a política para a indústria naval e o programa Luz para Todos, de eletrificação rural. Serra defendeu maior produção nacional de componentes. Afirmou que o Luz para Todos é um bom programa “financiado pelos consumidores” e um “prolongamento” do Luz no Campo do governo FHC.

Serra questionou Dilma sobre saúde. “Por que houve o encolhimento de cataratas, varizes, próstatas e muitas outras cirurgias?” A petista disse não ser contra mutirões de cirurgias, mas que a ação não pode ser prioridade em política de saúde. Defendeu o fortalecimento do SUS, com criação de unidades de pronto-atendimento e policlínicas.

Ao perguntar, Plinio disse que o governo federal gasta três vezes mais com o serviço da dívida do que com o Bolsa-Família, e pediu que Dilma explicasse a situação.

Ela voltou a defender as políticas sociais do governo Lula. “Nós tivemos no Brasil uma situação muito diferente do que foi pintada aqui”. Citou ainda ações federais de incentivo à agricultura familiar. “Quem fez a meta do programa de reforma agrária do Lula fui eu. Cortaram pela metade a meta que pus”, rebateu Plínio.

Quarto bloco
No quarto bloco, os candidatos responderam a perguntas formuladas pelos jornalistas Joelmir Beting e José Paulo de Andrade, que escolhiam um candidato para comentar.

Dilma foi a primeira a responder. Questionada se é possível reduzir juros e impostos sem um forte enxugamento dos gastos no setor público, apontou um “acelerado processo de redução do endividamento público” no país.

“Quando chegamos ao governo, [a dívida pública em relação ao PIB] estava em 60% e vamos chegar agora a 42%. Acho que em 2014 nós chegaremos a 30%”, estimou. Ela fez críticas ao governo FHC. “No governo anterior, os juros reais estavam entre 15% a 20%. Chegaram até a 23% no primeiro mandato. Agora estamos numa faixa de 5% ou 6%”, disse.

Serra comentou a resposta de Dilma e disse que é preciso uma política econômica “mais adequada” para a redução da carga tributária. “Eu criei a nota fiscal paulista e vou fazer a nota fiscal brasileira", afirmou.

Na pergunta seguinte, questionado sobre privatizações, Serra aproveitou para criticar a indicação de filiados a partidos para cargos públicos. "Não vou arrebentar empresas públicas importantes como aconteceu no caso dos Correios." E acrescentou: “Se eles eram tão contra a privatização, no caso do atual governo, é um mistério porque nada foi reestatizado.”

“Nós não somos aqueles que gostam de falar que vamos rever contratos. A gente respeita contratos”, respondeu a petista. Ela rebateu as acusações de loteamento político afirmando que, no governo FHC, havia deputados federais aliados ao governo federal nos conselhos da Petrobras e na assessoria da estatal.

Marina respondeu a uma pergunta sobre qual seria a prioridade na área ambiental: combate ao aquecimento global ou redução do déficit de saneamento básico no país.

Ela discordou que as duas áreas estejam em oposição. Segundo ela, defender o meio ambiente e melhorar o saneamento “fazem parte da mesma equação”.

O candidato do PSOL foi o escolhido para comentar a resposta de Marina. Contestou a tese de conciliar a defesa do meio ambiente e o desenvolvimento econômico e chamou Marina de “ecocapitalista”.

Plinio foi questionado sobre pontos citados no programa do PSOL, como a ocupação do campo e da cidade, a transposição do Rio São Francisco e a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Disse que Belo Monte é um “absurdo econômico” e criticou a transposição do São Francisco, afirmando que o propósito do projeto é "entregar a economia do Nordeste ao agronegócio”. "Não é pra levar água [ao Nordeste]. Tem água suficiente lá." Ele defendeu também a ocupação de terras como “um direito da massa trabalhadora”. Segundo ele, sem as ocupações, a reforma agrária anda “devagarinho”.

Considerações finais
Em sua última intervenção, Serra disse ter sido alertado pela filha sobre ter “sorrido pouco” no
debate, mas se disse “felicíssimo” pela participação. Citou sua origem “de pais modestos” e
trajetória na vida pública. “Sempre tive uma meta, abrir oportunidades para todos em nosso país, isso é o que eu farei na Presidência da República.”

Dilma afirmou que “coordenar a equipe de ministros do presidente Lula” foi a “experiência mais
vigorosa e importante” de sua vida. Citou a convivência com a “generosidade e inteligência
política” do presidente. Disse ter compromisso com a erradicação da pobreza e disse que “as
mulheres estão preparadas para ser presidente da República”.

Marina disse que as eleições não serão ganhas pela lógica do “eu, eu, sei, sei”. Disse que é o
momento de crescer “sem desconstruir acertos e negar conquistas”. Declamou uma poesia e pediu voto para "eleger a primeira mulher, de origem humilde e amazônica".

Plínio afirmou que há um “muro entre as aspirações e a realidade do país”. “Você não consegue superar isso com medidas homeopáticas”, declarou. Disse ter sido “discriminado” no debate e que sua candidatura expressa “inconformidade”. Defendeu o voto em candidatos do PSOL.
fonte: G1.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

DE ONDE VEIO A RELIGIÃO?


Para Charles Darwin, a origem da religião não era segredo. “Assim que os importantes traços cognitivos relacionados à imaginação, questionamentos e curiosidade juntam-se ao poder do raciocínio, o homem passa a desejar a conhecer as razões dos fenômenos que o cercam, especulando vagamente sobre sua própria existência…”, escreveu Darwin em “The Descent of Man”, na minha tradução livre.

No entanto, a “fé” sempre causou perplexidade a Darwin. Toda sociedade humana teve deuses. Sejam góticos, mitológicos ou maias, eles sempre estiveram presente. Em todas as culturas, os homens colocam esforços significativos na elaboração de catedrais, rituais. Sem nenhuma vantagem aparente na sobrevivência ou reprodução da população. Então, porquê e como a religião surgiu?

Não existe consenso entre os especialistas, mas novas ideias estão surgindo com a junção das disciplinas de arqueologia e estudos da mente. Esse campo emergente explora a hipótese de que a religião seria uma consequência natural da mente humana. Ou seja, os caminhos evolucionários que teriam criado nosso sofisticado cérebro, também teriam sido responsáveis pela crença no sobrenatural.

A afirmação é baseada em dados recentes que sugerem que os humanos teriam a tendência de procurar sinais de “agentes”, ou mentes como a nossa, no mundo natural. Em paralelo, arqueólogos buscam indícios de religião através da relação com outra atividade cognitiva humana: o comportamento simbólico levando a sociedades mais complexas. Esses dois campos tem se desenvolvido muito, mas a distância entre as evidências físicas arqueológicas e os modelos teóricos da neurociência ainda é enorme.

Através de objetos achados durante escavações arqueológicas, cientistas tentam unir o uso de símbolos com a emergência da espiritualidade humana. Cerca de 100 mil anos atrás, povos no sul da África, nas cavernas de Blombos, rabiscaram figuras geométricas em alguns objetos. Apesar de não ser possível associar esses registros com religião, é razoável pensar que o pensamento simbólico seria um pré-requisito para o comportamento espiritual.

Num período próximo, cerca de 95 mil anos atrás, encontrou-se esqueletos humanos em Qafzeh, Israel, sugerindo rituais de velório. Neandertais, há uns 65 mil anos atrás, também velavam seus mortos em algumas circunstâncias. Seriam essas as primeiras evidências de uma angústia metafísica?

Talvez tudo isso seja muito subjetivo para alguns, mas as pinturas dos caçadores da era do gelo são mais convincentes. Cerca de 30-35 mil anos atrás na Europa, temos o florescer do expressionismo simbólico, no período conhecido como a explosão do Paleolítico Superior.

Pinturas bem realísticas, retratando criaturas – meio-homem meio-animal – foram encontradas nas paredes das cavernas de Grotte Chauvet, na França. Também foram achadas pequenas esculturas em cavernas da Alemanha, incluindo uma “Vênus” e três “Homens-leão”, os primeiros seres quimeras.

A tal da Vênus ilustra bem a dificuldade em se conciliar as interpretações dos pesquisadores. Se por um lado, a mulher sem cabeça, com seios fartos e uma detalhada genitália é considerada como uma deusa da fertilidade, por outro lado, outros a consideram um típico exemplo de “paleo-porno”. Afinal, assim como a religião, a pornografia também sempre esteve presente em qualquer sociedade humana.

Ainda seguindo pistas arqueológicas, templos de 11 mil anos atrás foram achados em Gobekly Tepe, na Turquia. Ali, encontraram-se diversas esculturas de animais selvagem, indícios de velórios e de remoção do crânio. Mesmo assim, é difícil vincular esses achados com a adoração a deuses, a não ser que as culturas comecem a chamá-los por nomes específicos. Nesse caso, nos resta as culturas literárias da Mesopotâmia e Egito, cerca de 5 mil anos atrás. Nesses impérios, fica claro o poder e temor aos deuses nas escrituras.

Teriam sido doutrinados a crer ou já teriam nascidos crentes?

Segundo as novas ideias que estão emergindo de um modelo de religião cognitivo, humanos seriam tão especializados em compreender sinais e desejos de outros que se tornaram supersensíveis a “agentes” causadores. Essa sensibilidade seria uma consequência de uma hipertrofia cognitiva social, criando uma tendência em nosso cérebro de atribuir a um outro ser eventos estocásticos ou fenômenos naturais. Seríamos intuitivamente teístas por natureza.

Pesquisas recentes têm mostrado que crianças em idade pré-escolar preferem explicações teológicas a mecanísticas no que se refere a fenômenos naturais. Quando questionadas se as pedras seriam pontiagudas porque são constituídas por pequenas quantidades de matéria ou para proteção de animais que queiram sentar-se nelas, as crianças optam pela última explicação. Elas buscam uma qualidade animada para a pedra.

O valor de estudar isso em crianças é que elas podem distinguir melhor o que é inato do que é cultural. Mas é interessante notar que testes semelhantes, feitos em adolescentes sob pressão de responder rápido, resultaram em dados semelhantes. Pode ser que, sob pressão, nosso cérebro haja instintivamente, optando por explicações não científicas.

Essa disposição criacionista ecoa junto com uma outra tendência do cérebro humano: nosso supersensível detector de “agentes”, isto é, a capacidade de procurar por seres racionais mesmo em objetos inanimados. Num clássico experimento da década de 40, psicólogos notaram que pessoas assistindo animações de círculos, triângulos e quadrados tinham a inclinação de associar as formas geométricas a personagens, até mesmo criando narrativas em eventos aleatórios.

É o famoso barulho no meio da noite. Pensamos logo: quem está aí? É uma pergunta que surge quase instantaneamente. A tendência de procurarmos um agente pode ter sido programada em nosso cérebro pela evolução através de uma seleção natural que favoreceu falsos positivos. Afinal, um barulho no meio da noite pode muito bem ser um ladrão (ou um leão), nos colocando em estado de alerta.

Logicamente que isso está longe de ser uma explicação para a crença em deuses ou espíritos. Outra peça cognitiva que se encaixa perfeitamente nessa ideia vem da “teoria da mente” (conceito já discutido em colunas anteriores). A teoria da mente nada mais é do que a capacidade que temos de entender que um outro ser também tem uma mente, com intenções, desejos e crenças dela mesma.

Essa capacidade é desenvolvida com o tempo, sabe-se que só a adquirimos por completo depois dos 5 anos de idade, e nos auxilia a navegar nas complicadas relações sociais humanas. Enquanto o cérebro de um chimpanzé esta programado para lidar com relações pessoais num grupo de 50 indivíduos, o humano pode encarar até 150 pessoas.

Mas se já suspeitamos que um agente é o responsável por um evento misterioso, estamos a um passo pequeno para começarmos a imaginar que esse agente tem uma mente que funciona de forma semelhante à nossa. Oras, é lógico que o ladrão tropeçou no meio da noite procurando algo pra roubar. Elevando-se esse conceito a uma dimensão mais sofisticada, chegamos a uma rica representação do que deve ser a mente de um Deus. Passamos a atribuir desejos, paixões, ódio e vingança a um “agente-Deus”, da mesma forma que as sentimos.

Além disso, devemos estar também programados para não aceitar a morte da mente. Experimentos com crianças, mostrando um boneco de rato sendo engolido por um boneco de jacaré, mostrou que elas entendem a morte carnal, isto é, compreendem que o rato não precisa mais se alimentar, por exemplo. Mas falham em identificar a morte da mente.

Continuam a achar que o rato pode ter fome ou que estaria preocupado com seu irmão, indicando a persistência do estado psicológico, mas não físico. A separação da mente e corpo é comum em muitas religiões, retratada na vida após a morte ou reencarnação, sugerindo que talvez seja um fator humano universal na sua essência.

Nosso cérebro social pode explicar porque crianças são atraídas por animais falantes e fadas voadoras, mas religião é muito mais que isso. Derivar crenças a partir da arquitetura cognitiva da mente é, sem duvidas, necessário, mas não suficiente.

A velha alternativa continua valendo: a religião promove um comportamento cooperativo entre indivíduos desconhecidos e assim cria grupos estáveis capazes de adaptação em circunstâncias mais desafiadoras, como o frio intenso ou escassez de alimento. A religião melhoraria a sobrevivência e reprodução de seus membros.

Em suporte dessa ideia, vale lembrar que os homens são mais propensos a um comportamento altruísta e solidário se sabem que estão sendo vigiados. Dessa forma, a presença onipotente de um Deus supernatural e preocupado com a moralidade serve de estímulo ao comportamento altruísta, especialmente em grupos grandes ou quando o anonimato é possível. Mas existem poucas evidências científicas de que esse é realmente o caso. Faltam estudos investigando se os indivíduos realmente seguem todos os princípios da religião a que pertencem.

Acompanho essa discussão há um tempo e acredito que os objetos arqueológicos respondem apenas a um pedaço das questões e os modelos cognitivos ainda estão muito baseados em especulações. Mesmo assim, a forma como diferentes disciplinas têm convergido para a resolução desse problema sugere um aumento no interesse sobre o assunto.

Espero ver uma transformação nos próximos dez anos, com novas evidências e mais dados apontando para o porquê e como as religiões de fato surgiram e dominam sociedades humanas.

FONTE: http://colunas.g1.com.br

DEZ PASSOS DO BOM APRENDIZADO


É verdade que cada um tem o seu método de estudo, que estudar vem muito da vontade própria de cada um, da educação que se tem, de como se aprendeu a estudar desde pequeno, da pressão que os pais exercem sobre os filhos, do tipo de escola que se freqüenta, dos objetivos que se tem... Enfim.
No entanto, há uma coisa comum em todas as pessoas: a alegria, o orgulho e a vontade de se ser bom, de se dizer que se sabe que se têm boas notas, de saber que podemos chegar longe. Pois à medida que o grau de ensino aumenta, as exigências também aumentam. Então agora na universidade, nem vos digo nada!
Assim segue dez passos para orientação do aprendizado de qualidade de todos:

1. Não faltes às aulas! Pode não parecer, mas é mesmo muito importante. Quando estás nas aulas, mesmo que não gostes do professor ou da disciplina, se tiveres vontade de aprender vais sempre absorver matéria, tirar os teus próprios apontamentos, mantendo-os organizados e assim quando fores estudar tudo será muito mais simples! Para, além disso, evitas reprovação.

2. Sublinha no livro. Quando os livros são pequenos até se pode tornar plausível em casa quando se vai estudar sublinhar aquilo que achamos mais importante, apesar de que se o fizéssemos logo na aula poupariamos tempo. Quando se chega à universidade e se tem vários livros de quinhentas a mil e tal páginas para estudar para cada disciplina, tal torna-se impossível, e é mesmo importante que isso seja feito na aula, à medida que se acompanha a matéria.


3. Faz esquemas e resumos. O facto de escreveres a matéria por palavras tuas faz com que a aprendas mais rapidamente e que, quando a fores estudar/rever não tenhas tanta "falha" pelo meio, mas sim apenas aquilo que é essencial, que facilita em muito a aprendizagem.

4. Tira dúvidas e faz exercícios! Quando tiveres uma dúvida, não tenhas problemas em perguntar ao professor ou a um colega teu que saiba, pois só assim poderás ter pleno conhecimento da matéria... Uma dúvida leva a que confundas toda a matéria. Também é importante que faças exercícios, pois só saber a matéria não basta, é preciso saber aplicá-la, pois é isso que te pedem nos testes.


5. Empenha-te e esforça-te. Nada se consegue sem trabalho, e quando se consegue algo de mão beijada não tem o mesmo sabor de quando trabalhamos para consegui-la. Quando encontrares dificuldades não desista, lembra-te do teu objetivo e trabalha para o conseguires. Quando precisares pede ajuda, não tens de ter vergonha disso!

6. Quanto mais liberdade tiver, mais responsabilidade tem de ter, e não te deixar seguir por caminhos piores.


7. Faz um horário. Sabe-se que tens muita coisa para fazer e o tempo parece que nunca chega à melhor coisa que tens a fazer é um horário semanal com as obrigações há horas fixas: as aulas, o estudo, a hora do ginásio, as explicações, etc. Tudo o resto deve ser incluído nas horas sobrantes.

8. Tem atividades extras. Não é por só te dedicares aos estudos que vais ter boas notas. Deves ter uma ocupação extra, que ocupe entre 1 a 6 horas por semana, para te manteres saudável e libertares o stress, pois assim estarás mais disposta quando chegar a hora do estudo. O desporto é uma óptima atividade!


9. Dorme e tem uma boa alimentação. É essencial dormir pelo menos 7 horas por noite, pois o organismo precisa repor o que se perdeu durante mais um longo dia. Caso não durmas o suficiente, no dia seguinte a tua memória e atenção estarão mais debilitadas e o teu rendimento será menor. Também é de notar como se dividem as horas de sono... É mais saudável dormir da meia noite às 7 da manhã do que das 3 da manhã às 10 da manhã (por exemplo, apesar de ser o mesmo número de horas). A alimentação também é muito importante, pois o teu organismo deve ter todos os nutrientes essenciais para que consigas ter um bom rendimento na escola.


10. Sê feliz e tem amigos. O fato de andares triste e sozinho só faz com que a certo momento te sintas cada vez mais no fundo do poço e já não tenhas vontade e força para nada. Nem sempre estamos felizes, mas é bom ter alguém com quem falar dos teus problemas, alguém que te compreenda e apóie. Deves escolher para ter do teu lado pessoas com objetivos semelhantes aos teus, caso contrario terás muitos desentendimentos, o que acabará por te prejudicar.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

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Um pouco de Sócrates
O sábio que só sabia que nada sabia

“Conhece-te a ti mesmo.”

Muitos até percorreram pelo ainda hoje tão pesquisado mundo da mente humana, suas individualidades, seus mitos, seus conceitos e devaneios, más ninguém como Sócrates insistiu tanto na necessidade de auto-conhecimento.
Advertia ele que era preciso elevar-se dos sentidos à unidade conceitual, racional, alcançar o que normalmente não se propunha a pensar, Sócrates ensinou a procurar o princípio da verdade, distinguir aquilo que é impressão dos sentidos, o que está impregnado com o nosso arbítrio, com a nossa instabilidade de humores, tudo, enfim, que nos é subjetivamente próprio do que é produto da razão, onde encontraremos conhecimentos universais, iguais para toda a humanidade.
Saber e colocar em prática esse saber foi para Sócrates uma só e mesma coisa, como ciência e virtude, pois esta nada mais é do que a aplicação daquela.

À virtude (aretê) Sócrates identificou o conhecimento, mas esse conhecimento não é a opinião (doxa), e sim a ciência (episteme). E a verdadeira ciência não será aquela que tem por objetivo a obtenção de prestígio social ou de riquezas materiais, mas a que leva ao conhecimento de si mesmo, de sua própria subjetividade. Para o mestre filosófico isto era um “tesouro”.

Sócrates advertia que não seria buscando o acúmulo de bens e as honrarias sociais que o homem alcançaria a virtude, mas, ao revés, era ao alcançar a virtude que o homem obteria riquezas - inclusive a material.

É com Sócrates que a Ética, propriamente dita, começa. E ele a operou em seu dia-a-dia: ensinou a respeitar as leis, as escritas e as que, mesmo não escritas, são válidas em todos os lugares, pois impostas pelos deuses aos homens. Defendeu que o bom cidadão deve obedecer mesmo as leis más para que com a sua desobediência os maus não se sentissem liberados a violar as boas leis.

Contrariamente, o contemporâneo ensinamento sofístico se limitava a uma mera técnica argumentativa, que facilitava a ascensão na vida política de quem já dispunha de poder econômico - pois só estes podiam pagar as suas caras lições. A conseqüência desta era que as decisões políticas na Assembléia ateniense eram tomadas não com base num saber, ou na consideração dos sábios, mas no poder de persuasão dos hábeis em retórica, que raramente seriam os mais sábios ou os mais virtuosos.

Os sofistas, portanto, não ensinavam o caminho para o conhecimento que leva à verdade única; o seu ensinamento estava voltado para a obtenção de um consenso, que resultaria da persuasão.
Sócrates, de forma gratuita, levou a filosofia para a praça pública. Aí, onde os atenienses se reuniam, comerciavam, realizam assembléias populares, cerimônias religiosas e também se administrava a justiça Sócrates dialogava, transformando o simples cotidiano num grande anfiteatro para a busca interior.

Escolhia para seus interlocutores aqueles que ainda possuíssem condições psicológicas favoráveis para serem submetidos à ironia e à maiêutica. A ironia era o momento dentro do diálogo em que interlocutor era levado a opinar e provar que realmente dominava o ramo de conhecimento ou de atividade do qual era tido como autoridade.
Geralmente Sócrates decepcionava-se, pois, levados a emitir opiniões acerca de sua própria especialidade e, posteriormente, interrogados sobre o significado das palavras por ele empregadas o que ficava patente era tão-somente a ignorância da própria ignorância. Muitas idéias vigentes há séculos e consagradas pela tradição, que orientavam a conduta dos indivíduos e serviam de alicerces às instituições políticas também revelaram-se formadas por superstições, intolerâncias, opiniões desprovidas de ponderação, que desconsideravam os fatos que as contestavam.

Reconhecido que se ignorava o que, antes, se supunha saber; demolidas as falsas idéias que alicerçavam a falsa imagem que as pessoas tinham de si mesmas, o diálogo socrático assumia caráter de reconstrução com a fase subseqüente chamada maiêutica, ou parturição das idéias, onde o interlocutor-discípulo era levado, através da propositura hábil de questões, a progressivamente tentar conceber dar, ele mesmo, à luz suas próprias idéias: assim, indo ao seu próprio encontro, o homem faria de si mesmo o seu próprio ponto de partida.
Abandonava-se, assim, a repetição inconsciente de fórmulas consagradas, chavões tradicionais e se era convidado a pensar tanto no sentido de refletir, raciocinar; quanto no sentido de - curar a alma. Sócrates, ao exercer a sua atividade pedagógica de forma gratuita e ao não levar em conta fatores sociais ou econômicos, deixando-se guiar tão só pelo seu daimon no processo de escolha de seus interlocutores, democratizara a sua pedagogia. Ao submeter um escravo à maiêutica de uma intrincada questão matemática, Sócrates demonstrou, publicamente, que o homem, mesmo sob o jugo de condições sociais e políticas que lhe são impostas pela classe que se auto privilegia se submetido a um processo educativo adequado era capaz de compreender e deslindar questões científicas complexas.
Sócrates prova assim, que um escravo é, pelo menos na alma, igual a qualquer cidadão e que todos os indivíduos, de direito, intrinsecamente se assemelham.
Numa democracia como a ateniense, onde ser cidadão era ser um homem pleno e livre, era possuir direitos e garantias sobre sua própria individualidade e seus bens; mas que só concedia esse privilégio da cidadania a quem apresentasse certos atributos e características, como ser homem, filho de pai e mãe atenienses, e, principalmente não ser mulher, não ser criança, não ser louco, não ser estrangeiro, não ser escravo enfim, não, não ser nada de diferente, nada de estranho.
Numa sociedade em que, segundo o censo de Demétrio de Falera: 20.000 eram cidadãos, 10.000 eram metecos (estrangeiros e seus descendentes) e 400.000 eram escravos, Sócrates passou a representar uma denúncia de suas limitações e injustiças e um perigo para os interesses daquela minoria que detinha o poder e excluía a maioria da população dos privilégios.

É por passar a ser visto como um ameaça que Sócrates, em 399 a.C., sofre, por parte de alguns cidadãos atenienses, grave acusação: não reconhecer os deuses do Estado, introduzir novas divindades e corromper a juventude.

A acusação de ter introduzido novos deuses só foi possível porque Sócrates se dissera inspirado por uma divindade que outra não era senão sua própria consciência. Quanto à acusação de corromper a juventude, Sócrates demonstra na sua defesa que o seu acusador nunca esteve com essa questão preocupada e nem mesmo sabia identificar o que seria bom ou mau para a juventude.

Durante o julgamento Sócrates demonstra publicamente a inconsistência de tais acusações que, inegavelmente, tinham razões políticas, pois o que as determinaram foram às críticas ao que ele creu ser um desvirtuamento da democracia; as discussões e questionamentos feitos durante os diálogos socráticos sobre virtudes, valores morais, senso comum, crenças e opiniões, nos quais, tanto indivíduo quanto instituições políticas se aferravam.
Afora isso, ao desmascarar falsas sapiências e esboroar supostos talentos e prestígios indevidos Sócrates despertou ressentimentos e desencadeou a ira daqueles que queriam manter o status que, pensando que assim manteriam sua própria estabilidade.
Embora a filosofia tenha surgido na Grécia precisamente por ter o pensamento mítico perdido o seu poder explicativo, por terem os mitos gregos se mostrado relativos quando defrontados com os de diferentes povos, a ruptura com o modo mítico de pensar não se fez de modo abrupto nem definitivo. Sabemos que, em pleno século XXI, superstições, crenças, fantasias sobrevivem no imaginário dos povos.
A ignorância prejudica julgamentos e distorce a visão dos fatos. O homem ignorante interpreta as admoestações do sábio como arrogâncias e vê em seu opressor um libertador. Elege este como seu líder enquanto daquele pede a morte.

Podemos identificar na vida dos mais sábios e destemidos pensadores como Sócrates e Jesus - que, não raro, a ignorância espera que eles, que se propuseram a nos ajudar a nos libertar desses falsos valores, devam se declarar culpados e pedir desculpas por isso! Sócrates, ao fazer sua defesa, frustra essa expectativa: ironiza seus acusadores, manifesta-se com altaneira independência de espírito, sem bajular ou tentar captar a misericórdia dos que os julgavam o que é interpretado como... Arrogância. Mas sua linguagem é, em verdade, serena; se, objetivamente, não se defende é porque não reconheceu em si e em seus atos nenhuma culpa.

Recusa-se a fazer-se absolver através de rogos e súplicas: o que parece-lhe justo é tentar esclarecer e convencer o juiz. Precisamente por fazer sua autodefesa de forma destemida, mantendo sua independência de espírito Sócrates é condenado. Convidado a fixar sua pena, ele o faz, mas de modo a impedir que os que o acusam falsamente tentem passar para a história como magnânimos ao consentir na continuação de sua existência. Nem exílio, nem multa ou qualquer outra pena moderada: propõe ser sustentado no Pritaneu, o que equivaleria não só ao reconhecimento de sua inocência, como o de ser benéfica e regeneradora a sua atividade pedagógica.
Encurralando os juízes entre sentenciá-lo à morte ou recompensá-lo como herói ou benemérito da cidade, Sócrates oferece uma derradeira lição: a de que o caminho para a verdade e a justiça exige humildade e coragem: humildade para reconhecer os erros e coragem para corrigí-los. Mas alguns tipos de ignorância raramente se apartam da prepotência, da arrogância e da covardia. Deste modo, tornou-se impossível para aqueles juízes admitir ser inocente quem realmente o era.

“A acusação de ter introduzido novos deuses só foi possível porque Sócrates se dissera inspirado por uma divindade que outra não era senão sua própria consciência”


Pelas ruas de Atenas, envolto num áspero manto, com pés descalços e cabeça descoberta, vagava Sócrates distribuindo sabedoria. Era um homem fisicamente feio, mas manso e dócil como um santo. Tinha a profissão de escultor que pouquíssimas vezes exerceu, pois preferia esculpir sábias palavras.
Pouco se preocupava com as dificuldades financeiras de sua família. Cuidava dos negócios alheios e esquecia os seus. Nas infreqüentes visitas que fazia à casa de sua mulher Xantipa era recebido com tempestades de palavras ásperas que sabiamente ignorava. Sua maior ambição era ser benfeitor da humanidade. Sua bondade era tão grande quanto sua sabedoria. Desejava ver a justiça social ser exercida em todo o mundo. Em Atenas era odiado e amado. Os políticos detestavam encontrá-lo para não terem de responder perguntas embaraçosas. Para sua esposa Xantipa era um preguiçoso, mas para os jóvens atenienses era um deus. Estes adoravam ir ao seu encontro para escutá-lo cheios de admiração. Para transmitir saber êle costumava instigar o pensamento de seus interlocutores sem jamais responder diretamente suas perguntas.
Sócrates sentia especial prazer em chamar a atenção para aqueles que pensavam uma coisa e diziam outra e também aqueles que diziam ser sábios quando na verdade não passavam de tolos ignorantes. Costumava chamar a si mesmo de "moscardo" (moscão). Tinha a habilidade de estimular as pessoas a pensar. Outro apelido que costumava dar a si mesmo era de "parteira intlectual", porque auxiliava as pessoas a dar nascimento às suas próprias idéias, incentivando o uso do próprio pensamento. Com muita insistência afirmava que nada sabia. Dizia: "Sou o homem mais sábio de Atenas porque sei que nada sei".
Toda a essência do ensinamento de Sócrates pode ser resumido nas seguintes palavras: "Conhece-te a ti mesmo". Ele tentava sempre aprender com todos e neste processo, ensinava a seus mestres. Costumava dizer que o saber é uma virtude; que os homens cometem crimes porque são ignorantes, não conhecem outra coisa melhor. Diferentemente do filósofo Lao-tze, acreditava que o melhor remédio para o crime é a educação. O objetivo maior de sua vida era ensinar os outros. Infelizmente, dizia ele, nem todos queriam ser aducados.
Um dia, ao chegar ao mercado para seu costumeiro debate filosófico, deparou-se com um aviso colocado na tribuna pública que dizia: "Sócrates é criminoso. É ateu e corruptor da mocidade. A pena de seu crime é a morte".
Foi preso e julgado pelos políticos cuja hipocrisia costumava denunciar nas praças públicas. Ao ser interpelado pelos juizes, recusou-se a defender-se dizendo que sua obrigação era sempre falar a verdade. Os juizes o consideraram culpado. Quando lhe perguntaram qual devia ser sua punição, ele sorriu sarcasticamente e disse: "Pelo que fiz por voz e pela vossa cidade, mereço ser sustentado até o fim de minha vida à expensas públicas". Foi condenado à morte.
Durante trinta dias foi mantido numa céla funerária. Mesmo diante da morte permaneceu calmo, discutindo tranqülamente o significado da vida e o mistério da morte.
Críton, o mais ardente dos seus discípulos, entrou furtivamente na cela e disse ao mestre: Foge depressa, Sócrates!
-Fugir por que? Perguntou-lhe.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
-Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
-Sim, amanhã terás de beber a mortal taça de cicuta - Insistiu Críton. - Vamos, foge depressa para escapares à morte!
-Meu caro amigo Críton - respondeu-lhe - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou: -Críton, achas que isto aqui é Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou: - Achas que isto aqui é Sócrates?... Pois é isto que vão matar, este invólucro material, mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates!...
E assim o mais sábio homem de todos os tempos foi obrigado acabar a vida como um criminoso.
Ao beber o veneno, quando já sentia que seus membros esfriavam, despediu-se de todos com as mesmas palavras com que se dirigira aos juizes que o haviam julgado:" E agora chegamos à encruzilhada dos caminhos, meus amigos, ides para vossas vidas; eu, para a minha morte. Qual seja o melhor dêsses caminhos, só Deus sabe".
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Quando os homens julgam erradamente seu próximo, a história julgará os julgadores.


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A MORTE DE SÓCRATES publicado 19/04/2009 por Nicéas Romeo Zanchett em http://www.webartigos.com



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/16891/1/A-MORTE-DE-SOCRATES/pagina1.html#ixzz0uzAleFwV

terça-feira, 27 de julho de 2010

CONTRA A PEDOFILIA

Agentes da Polícia Federal cumprem nesta terça-feira (27) 81 mandados de busca e apreensão em nove Estados com o objetivo de combater a exploração, o abuso sexual e a pedofilia na internet.

A operação Tapete Persa está sendo realizada em Alagoas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal, com a participação de mais de 400 agentes da corporação.

Coordenada pela Divisão de Direitos Humanos da PF, por meio do seu Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet, a operação tem caráter internacional.

A PF trabalha em cooperação com a Polícia Internacional e a Polícia Criminal de Baden-Württenberg, localizada no sudoeste da Alemanha.

Segundo a PF, a Tapete Persa teve origem durante a operação Perserttepich & Collection, deflagrada em junho do ano passado pela polícia alemã, que realizou o monitoramento de redes ponto a ponto (P2P) na web, utilizadas para o compartilhamento de arquivos de imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Após realizar a varredura na internet, a polícia alemã identificou milhares de suspeitos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Os fatos foram informados à representação da Interpol, no final do ano de 2008, chegando ao conhecimento da Divisão de Direitos Humanos da PF, que iniciou as investigações no primeiro semestre do ano seguinte.

fONTE:http://noticias.r7.com

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O que é verdade?


Contaram-me uma história sobre o que é verdade:

“O que é a verdade? O presidente do tribunal, Josep Maria Pijuan, deveria averiguar qual das versões de estupro oferecidas pela vítima, a menina J., de 11 anos, era a mais próxima da realidade. Os advogados que assistiam ao interrogatório não acreditavam que ela conseguisse evitar as contradições em seu depoimento.
“Em certo momento, o juiz fez uma pergunta de caráter quase filosófico: o que é a verdade? É aquilo que você imagina ou o que pediram para que contasse?”
A menina parou por um minuto, mas logo em seguida respondeu:

“A verdade é o mal que me fizeram”.

“ O advogado Jufresa, jurista de reconhecido prestígio, disse que esta foi uma das definições mais brilhantes que escutou em toda a sua carreira.”

No pequeno trecho do Jornal eu lhe pergunto quais são seus conceitos de verdade, é aquilo que lhe falaram ou é aquilo que você vive, Jesus é o seu “bem” porque você o experimentou, ou é apenas uma historinha bonitinha, mas, sem o sabor da realidade, se vive pelo que sabe ou por aquilo que lhe dizem que é vida, prefiro me aventurar a ter que me tornar marionete nas mãos de serralheiros desapontados com os seus experimentos de madeira.

Não me dou com o já pragmatizado, prefiro rasgar os títulos que mentiram dizendo ser “sacro-histórico” na verdade eram interesses de homens maus.
Verdade é o que vivo pois disso eu sei...

Por Marcelo Marques

CONVICTO PARA MUDAR




Por que é diferente quem é convicto?

Convicto é diferente do permanente, o convicto é o que aceita ter que retroceder ainda que muitos achem isso um absurdo, mas, há motivos pelos quais se retrocede que somente quem o fez sabe.

Pois o que dizer dos que permanecem na infelicidade da vida sem se adequar ao desafiante mundo do desconhecido, como é bom saber que nos sopra um vento de surpresas que são instigantes e que isso torna as coisas novas e diferentes e que isso é o âmago do prazer. Não falo sobre o prazer do desfrute dos prazeres, antes sobre a revira volta da vida ou tão somente a escolha, como diz meu amigo Pastor Samuel Marques:
“dar um passo atrás”

Convicção é a coragem de assumir: sim errei, mas ainda a tempo de viver para acertar, ou ainda tão somente tentar mais uma vez.

Ou como diria Francis Bacon:

“O intelecto humano, quando assente numa convicção (ou por já bem aceite e acreditada ou porque o agrada), tudo arrasta para seu apoio e acordo. E ainda que em maior número, não observa a força das instâncias contrárias, despreza-as, ou, recorrendo a distinções, põe-nas de parte e rejeita, não sem grande e pernicioso prejuízo."
Esse mal insinua-se de maneira muito mais sutil na filosofia e nas ciências. Nestas, o de início aceite tudo impregna e reduz o que segue. Até quando parece mais firme e aceitável. Mais ainda mesmo não estando presentes essa complacência e falta de fundamento a que nos referimos, o intelecto humano tem o erro peculiar e perpétuo de mais se mover e excitar pelos eventos afirmativos que pelos negativos, quando deveria rigorosa e sistematicamente atentar para ambos. O quanto mais se insiste em ser mal, mais malefícios lhe sobrevem, mas no levantar das velas,pelo esforço, se veleja por novos mares, ainda que bravios, são novas águas e o sedetarismo do passado será regrado de novos e desafiantes exercícios que nos levaram a novas CONVCÇÕES.
Por Marcelo Marques

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Seis anos de Casado dia 24/07/2010

Como braços que se abraçam me envolvo no amor de minha esposa
Como belas pétalas de flores é sua face minha amada
Como leve brisa da manhã são suas palavras minha amiga
Como o seguro lugar protegido é sua presença minha linda
Como o melhor sabor do vinho é os teus beijos minha companheira
Como rosas espalhadas no caminho dos noivos é teu olhar minha Andreia

Ao te conhecer eu me conheci
Ao te entender me entendi
Ao te amar me amei
Ao te sorrir, fui, sou e serei feliz

Estamos completando seis anos juntos espero mais, muito mais amar-te

Tu és amiga que nunca me abandonou
Tu és minha segurança e não me deixou

Nossa família é linda e amável
Que nosso amor seja sempre assim durável

Que você seja tão feliz quanto eu sou por este amor
Que em todos os momentos difíceis, brote a esperança
Que Deus nos guarde
Que os sonhos nos alcancem
Que a amizade entre no dois seja eterna
Que para traz fique toda dor

E que nunca nos falte motivos para o amor

Eu te amo Andreia Rocha Marques
Parabéns por seis anos ao meu lado

De Marcelo Marques

sábado, 17 de julho de 2010

Esboço do dia 18-07-2010 na Igreja Salva Vidas


Mais perto de Deus.

Quanto mais longe de Deus andamos, mais nos distanciamos do que é puro verdadeiro forte e belo.
Eu não venho para trazer algo nunca antes falado ao contrário tenho certeza venho enfatizar as palavras ministradas pelos pregadores.
Minha intenção é falar de um pleno amor que eu um dia conheci e este amor fez reescrever a história da minha vida meus conceitos mudaram e hoje sou outro ser, pois eu me apeguei ao que é Eterno eu me enamorei por alguém que nem mesmo a Morte o deteve Ele reviveu e esta vida fez da morte vida em mim.


Pois eu para e penso sobre a história de Sansão e Pródigo, ambos afortunados e inveterados fanfarrões até o ultimo centavo gasto, ou até os olhos cegos e próprias mãos que empurram pilastras sobre si próprio. De observar posso vê-los de longe como quem apenas esta assistindo (se é que isso é possível) e vejo: lá esta, os músculos algemados a duas fortes cadeias, os belos cachos, apenas na lembrança, pois a atual cabeça raspada é um medalhão para lembrar-lhe a vergonha, olha contracenando esta o filho, não é qualquer filho, se não o Pródigo em pessoa, quase nu, faminto ao ponto de esbofetear o rebanho que pastoreava que, aliás, era asqueroso, por que isso aconteceu? Por que ambos assim pediram isto. Sansão pediu casar com uma filisteia conforme escrito em Juizes 14:2 e o pródigo o direito de gastar a sua fortuna, conforme Lucas 15:12.

E pediriam se soubessem, obviamente que não, e por que pediram vocês já sabem a resposta. Por não saber o que pediam. E isso é um tanto cômico, pois Cristo diz que o que pedimos receberemos. Pense sobre o que tens pedido e reveja seus ímpetos, pois eles podem decretar uma desgraça.
E enganam-se quem imagina que esta reflexão é sobre quem não esta muito tempo na igreja isto nada tem haver, se lembra de Samuel? Vamos falar sobre isso:

I Samuel 3.1-10

“Porém Samuel ainda não conhecia ao SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR”.

Deus tem um amor extravagante para com os seus, que ele vai ao encontro deles de forma extraordinária, para revelar de sua graça, seu amor, sua generosidade, sua justiça e seu juízo. Samuel é considerado o ultimo Juiz do povo de Israel, é uma história muita conhecida pelos cristãos, pois, desde seu nascimento ele é resposta de oração de sua mãe e um milagre de Deus para aquela família e desde o ventre foi consagrado para o Senhor.

Elí era o sacerdote do templo neste período, este período se caracterizava por apostasia, abominações, desprezo para com as coisas sagradas, falta de atividade profética.
Queremos fazer algumas reflexões e compartilhar algumas verdades reveladas neste texto.

1) SERVIR NO TEMPLO – ORTODOXIA E ORTOPRAXIA

I Samuel 3.1
“E o jovem Samuel servia ao SENHOR perante Elí”.

Deus quer reacender a sua chama, pois, ela pode estar se apagando de tanto trabalho que você esta fazendo no tempo e fora dele.
Samuel servia ao Senhor perante Elí, ele tinha disposição para servir, estava sempre a cuidar dos afazeres da casa de Deus, zelava pela ordem, pelas normas cultuais e rituais que se fazia neste período, e fazia com temor e voluntariedade, com sinceridade de coração.
Servir a Deus é muito gratificante e imprescindível a vida cristã, mas não é tudo.

“A disciplina e o rigor no cumprimento das normas podem abafar o amor”. Robson Cavalcanti

O rigor do serviço, da norma, pode enrijecer nosso coração, nos tornas incessíveis, não se consegue fazer brotar o amor num coração dominado por boas regras, boas intenções, boas normas, bom ritualismo, boa teologia, essas coisas não produzem bons crentes, nossos olhos acabam se fechando para o Deus sobrenatural e natural, imanente e transcendente.
A Igreja passa a ser um ponto de encontro e deixa de ser o corpo vivo e dinâmico de cristo.
A Palavra nos orienta que: “Mais bem aventurados são aqueles que praticam as minhas palavras do que aqueles que apenas as ouvem”.

2) SAMUEL NÃO CONHECIA O SENHOR – INTIMIDADE

I Samuel 3.7

“Porém Samuel ainda não conhecia ao SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR”.

Quando leio este versículo, lembro-me de Jó 42.1-5.
Parece-nos através deste versículo que Samuel, não teve um encontro pessoal com Deus, Jeová, ele estava no templo, freqüentava o culto, servia no templo, era auxiliar de sacerdote, mas isto tudo não lhe garantia experiência pessoal com Deus.
Com certeza Samuel tinha o conhecimento histórico, aquele relatado por seus pais, de sua mãe principalmente, as vitórias do povo de Israel contadas pelos mais velhos, mas ainda não tinha sua própria experiência com Deus.
No versículo primeiro nos diz que era raro quando o Senhor falava. Mas Por quê?
Os tempos de Elí foram marcados por apostasia, falta de disciplina, abominações, desprezo pelo sagrado; seus filhos Hofini e Finéias, roubavam os sacrifícios, desrespeitavam o templo e o próprio Deus, sacrificavam no altar, mas não sacrificavam o coração, Elí estava velho e não enxergava as coisas como elas eram, ou não queriam enxergá-las.
Por isso Deus reteve a sua palavra como sinal de desagrado, de seu descontentamento para com Elí e seus filhos.
Amados, mas Deus mudou esta situação, ele deseja se comunicar, e quando ele se comunica é sinal de seu favor, sua generosidade, sua benevolência, seu interesse, seu amor para com seu povo, sua igreja.
Deus quer se comunicar conosco, e sua palavra se revela com graça em nossas vidas.
As visões, as profecias, as revelações são necessárias para o bem do povo.

Provérbios 29.18
“Não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado”.

Queridos, o versículo três faz menção à “lâmpada de Deus ainda não havia se apagado”; Pode ser apenas uma referencia ao horário, ou a diligencia de cuidar do óleo que se colocava nas lâmpadas, e também que a lâmpada do templo não poderia se apagar, pois, ela era acesa desde o amanhecer ao entardecer. (Ex.27.20-21; Lv.24.1-4).

Mas creio que esta citação é um emprego metafórico, da esperança e da promessa de que Deus não deixa o fogo a luz se acabar; Samuel seria a fagulha de esperança, a promessa de que Deus continua a falar com o povo, Deus veio ate Samuel e o comissionou, ele acendeu a lâmpada de seus corações, acendeu o fogo santo de Deus, agora a luz irá brilhar, ele deseja encontrar outros “Samuéis”,

ele deseja incendiar ao seu coração, ele deseja que brilhemos como estrelas no universo. Eis ai a grande diferença em saber que é Deus – que passa pelo conhecimento intelectual e histórico -; e o conhecer a Deus que passa pelo coração, a alma, passa pelas entranhas, pela intimidade, onde o fogo se ascende e os valores se invertem.

3) DEUS CHAMOU SAMUEL – OUVIDO ATENTO

I Samuel 3.10

“Então veio o SENHOR, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve”.

Deus sabia o nome, o sobrenome, a história da vida de Samuel, ele não era mais um ser existente sobre a face da terra, ele era mais um escolhido de Deus, e Deus tinha algo para falar a Samuel. Como tem Hoje para falar pra você. Deus não usou subterfúgios parta falar com Samuel, ele foi direto, ele não fez rodeios, ele falou trouxe ordem e propósito para a vida de Samuel e conseqüentemente para o povo. Por três vezes Deus chamou Samuel e ele não entendeu.
Duas perguntas podemos fazer aqui:
a) Porque Samuel não entendeu que era a voz de Deus?
A falta de experiência com Deus, o saber quem é Deus, e o conhecer a Deus.
b) Porque Elí demorou em reconhecer a voz de Deus?
O titulo não é sinal de espiritualidade, seus ouvidos estavam surdos, seu coração insensível, a cera da incredulidade, a maledicência, o comodismo, a dissensão, a intriga, a discórdia, a falta de disciplina. Lembre-se a Palavra de Deus é espada de dois gumes, ela salva e liberta, quando condena e julga.
Elí levou sua família ao caos.
Por isso amado, Deus continua chamando, Deus é longânimo, paciente, extremamente bondoso, ele te chama para um concerto e para estar atento a ouvir a sua voz.
Ele te chama hoje e vai continuar te chamado, por três vezes, três meses, três anos trinta anos..., Deus tem um interesse especial por você, ele te chama para ter compromisso e intimidade com ele. Não seja insensível, abra seus ouvidos, obedeça ao seu chamado e responda:

“FALA SENHOR QUE O TEU SERVO OUVE”.

O meu sonho é ver uma igreja comprometida com a palavra. Que esteja firme não só a teologia, mas a oração, não só ao conhecimento cientifico, mas ao jejum e ao estudo da palavra. Não saia daqui sem o azeite de Deus, sem a ação sobrenatural do Espírito Santo, enchendo a sua lâmpada.

Como se conhece um amigo !?


Hoje meus sentimentos sofrem as fadigas do surpreendente modo avesso dos homens, não me dou por puro, pois me roubaram a pureza da alma, não tenho inocência, pois a desfloraram a muito. Sofreu minha ingenuidade, quem sabe? Ele (Deus) sabe.

Talvez isto seja o melhor modo de se conhecer um amigo, do jeito mais esdrúxulo, despedindo-se deste. As gélidas sombras das trevas do egoísmo levam os seres a acharem se donos dos direitos de terceiros. Depois de ontem eu nunca mais serei o mesmo, nunca mais ouvirei esta frase sem ter anciãs de vomito:


“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Antoine de Saint-Exupéry

Creio que este Antoine era um egoísta e fez durante o girar dos ponteiros do relógio pessoas se deprimir, pensando que não poderia estas se tornar amigas de ninguém, pois se isso ocorresse seria o aval para que nunca mais estas pudessem se distanciar, com isso creio que muitos se vestiram de um casulo da solidão e não fizeram amigos. Esta frase me fez pensar até mesmo se devo fazer amigos.

Pois sem conseguir dormir vasculhei a chave bíblica e por talvez pouco conhecimento não encontrei Jesus o Amado da minha alma, agindo sobre este conceito pois se isso tivesse ocorrido Pedro jamais teria proeminência no cristianismo.
Jesus que bom que subo o morro da espiritualidade na esperança de encontrar o lugar do amor dos homens, que bom que não adormece o seguro lugar onde aflora o amor.

Deve ser por isso que muitos se desiludem, mas percebo as feridas cicatrizando em meu corpo, percebo uma melhora e quase percebo que tudo já faz parte do passado e logo virá outra maré e isso será apenas resquício de outros tempos.

Senhor melhora minha alma, pois sofre como criança sem o consolo do pai, que bom que tu não omites Senhor.

Por Marcelo Marques

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Argentina é décimo país no mundo a autorizar casamento entre pessoas do mesmo sexo


Depois de 14 horas de discussão, o Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira (15) a lei que autoriza o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo no país.
A decisão, apoiada pela presidente Cristina Kirchner, transforma o país no primeiro da América Latina a permitir o casamento gay.


Assim, a Argentina é décimo país no mundo a autorizar casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia.

Na mente esta o segredo para emagrecer



Uma pesquisa realizada pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, e que será apresentada entre 13 e 17 de Julho, no Annual Meeting of the Society for the Study of Ingestive Behavior (SSIB), associação referência em pesquisas sobre o comportamento alimentar, sugere que a chave para a perda de peso pode ser manipular nossa percepção da quantidade de alimentos que precisamos ingerir para ficarmos satisfeitos. Os resultados sugerem que o controle das porções que consumimos é totalmente baseado no domínio da percepção do tamanho destas porções. Portanto, as expectativas antes de comer e a memória depois da refeição desempenham um papel importante no processo de controle do apetite e saciedade. Num primeiro experimento, os participantes avaliados foram expostos a ingredientes de uma salada de frutas. Para metade deles foi mostrada uma pequena porção de frutas, enquanto que para o outro grupo foi exibida uma porção grande. Eles foram questionados sobre sua avaliação de sua expectativa de satisfação com as frutas e a relatar suas impressões antes e três horas após o consumo.

Os participantes que foram expostos à porção grande de frutas alegaram significante sensação de saciedade. No entanto, consumiram a mesma pequena porção, assim como todos os outros participantes. De acordo com os pesquisadores, a condição para um alimento aliviar a fome não é determinada apenas pelo seu tamanho físico, conteúdo de energia, e assim por diante. "Pelo contrário, é influenciada pelas experiências anteriores com um alimento, que afetam nossas crenças e expectativas sobre a saciedade. Isto tem um efeito imediato sobre o tamanho das porções que nós selecionamos e um efeito sobre a fome que sentimos depois de comer", explica Jeff Brunstrom, líder do estudo. Os participantes do teste ficaram mais satisfeitos por longos períodos de tempo depois de consumir variadas quantidades de comida, pois foram levados a crer que as porções seriam maiores do que o seu tamanho real.
A memória está no comando
As memórias que as pessoas têm antes das refeições sobre a satisfação que aquele alimento vai trazer também foram determinantes para mostrar por quanto tempo estas refeições manteriam o indivíduo sem fome. Os resultados sugerem que as expectativas antes de comer e a memória depois de ter se alimentado desempenham um papel importante no processo de controle do apetite e saciedade. Na segunda etapa do experimento, os pesquisadores usaram uma tigela de sopa ligada a um sistema de bombeamento escondido debaixo da tigela, e assim manipularam a "real" e a "percebida" quantidade de sopa que as pessoas pensavam que tinham consumido. Durante a refeição, sem o conhecimento dos participantes, a quantidade de sopa foi aumentada ou diminuída através do mecanismo. Três horas depois da refeição, foi percebido que a quantidade vista na tigela de sopa, antes de comer, é que determinava a fome pós-prandial (que ocorre no período depois das refeições), bem como as avaliações de saciedade e não a quantia real consumida por cada participante. Os apontamentos ainda poderiam ser utilizados na identificação dos alimentos mais eficazes. "As etiquetas nos alimentos "light" e "diet" podem nos levar a pensar que não ficaremos satisfeitos por estes alimentos, possivelmente nos levando a comer mais", acrescentou Brunstrom. "Uma maneira de combater este cenário, seria acentuar os efeitos de saciedade potencial de um alimento com rótulos como "satisfatório" ou "alivia a fome".
Aposte na alimentação certa para aumentar a saciedade
A solução para não bater de frente com a dieta é apostar em um prato com alimentos ricos em nutrientes com forte poder de saciedade. Isso mesmo, a ideia é retardar a sensação de fome e evitar que você fique beliscando guloseimas ao longo do dia. "Um elevado poder saciante é encontrado em alimentos ricos em proteínas, fibras e água, enquanto alimentos ricos em gordura apresentam baixa capacidade de controlar o apetite", explica a nutricionista Patrícia Bertolucci. Para não sentir fome ao longo do dia, o ideal é saborear um café da manhã rico em nutrientes, assim não chegamos na hora do almoço querendo abocanhar tudo o que vemos pela frente. "A mistura de uma xícara de frutas picadas coberta com um pote de iogurte light, duas colheres de sopa de granola e uma colher de sopa de geleia resulta em um sabor intenso que mata a vontade de comer doce ao longo do dia", recomenda a nutricionista Cyntia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria."Essa mistura é rica em fibras e, além de não prejudicar o regime, ajuda a não sentir fome".



terça-feira, 13 de julho de 2010

Esta é minha recomendação de leitura do mês!


Este livro têm me ensinado que ainda a esperança para nós cristão dentro de nossas instituições. Parecido com "Alma Sobrevivente Sou cristão, apesar da Igreja" de Philip Yancey desvenda os caminhos não tradicionais nos quais a graça e a misericórdia de Deus seguem, resgatando o Evangelho puro e simples para o qual o Senhor quer que nos convertamos; consegue revelar, com autoridade, as mazelas da Igreja, ao mesmo tempo em que declara, veementemente, sua relevância e necessidade para a sociedade. Jake Colsen está diante de uma indagação: como é possível ser cristão há tanto tempo e, ainda assim, se sentir tão vazio? Fato este que acontece com grande parcela de menbros de igrejas cristãs mundo a fora. Em uma praça vendo uma multidão batendo boca, Jake depara com João, um homem que fala de Jesus como se o tivesse conhecido e que percebe a realidade de uma forma que desafia a visão tradicional de religião. Jão vive Cristo enquanto até então Jake só o via de maneira distante de sua realidade. Com a ajuda do novo amigo, Jake irá reavaliar os conceitos e crenças que norteavam seu caminho. Levar uma vida cristã significa ter os comportamentos aprovados pelo grupo religioso a que pertencemos?

Serra e Gideões Missionários


O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou neste fim de semana no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) novo pedido de multa ao candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, e aos religiosos Cesino Bernardino, Reuel Bernardino e José Lima Damasceno por supostamente antecipar campanha.


A propaganda irregular teria sido feita no dia 1º de maio, em Camboriú (SC), durante o 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários. De acordo com o MPE, pastores do grupo religioso teriam se referido a Serra como próximo presidente da República.
O MPE pede multa máxima de R$ 25 mil a todos os envolvidos. Seguno a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, o candidato tucano teria exposto a ao política em evento aberto, que teria contado com teles espalhados pela cidade e um público estimado em 180 mil pessoas.
Na ação, que será analisada pelo ministro do TSE Joelson Dias, o MPE afirma ainda que a propaganda irregular se caracteriza pela "induvidosa intenção de revelar ao eleitorado o cargo político que se almeja". Por lei, a propaganda eleitoral está liberada desde 6 de julho.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Uma inscrição de 3.400 anos é descoberta em Jerusalém


JERUSALÉM (AFP) - A mais antiga inscrição encontrada até hoje em Jerusalém, um fragmento de uma tabuleta de argila de 3.400 anos de idade, foi descoberta recentemente na Cidade Santa, informaram nesta segunda-feira os arqueólogos que fizeram a descoberta.

O fragmento, de apenas 2 cm por 2,8 cm, possui uma inscrição em acádio cuneiforme, o idioma diplomático da época, e é um testemunho da importância que a cidade já tinha na Idade do Bronze, afirmam os arqueólogos.


A tabuleta foi encontrada na parte oriental da cidade, anexada por Israel depois da guerra de 1967, ao sul da esplanada das Mesquitas.

O texto do fragmento é muito pequeno para poder ser decifrado, pois, segundo o assiriólogo Wayne Horowitz, da Universidade hebraica de Jerusalém, encarregado de sua análise, a excelente qualidade da escritura demonstra que "é obra de um escriba altamente qualificado, a serviço do rei de Jerusalém".
Os cientistas aventam a hipótese de que se trata de uma correspondência entre esse rei cananeu e o faraó Akenaton.
Tabuinhas do mesmo tipo e da mesma época foram encontradas no final do século XIX no Egipto. Mas que puderam ser decifradas, havia pedidos de ajuda enviados ao faraó por seus vassalos na Palestina.


SEM MUITOS DETALHES


Lançada candidata à Presidência da República sob o lema "Pátria Mãe, Pátria Mulher".
Em evento no qual a questão do gênero foi abordada como um dos pontos centrais da campanha eleitoral, Dilma Rousseff (PT) até o momento não explicitou políticas públicas ou propostas que pretende implementar nesta área.
O comando da campanha argumenta que a candidata vai elucidar as propostas "ao longo do processo eleitoral" e que o combate à desigualdade entre homens e mulheres permeará todas as políticas públicas de um eventual governo Dilma."Estamos coletando propostas de outros partidos da coligação", disse o deputado José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores políticos. Saudações e referências especiais às mulheres são frequentes nos discursos da candidata, que busca reduzir a desvantagem entre o eleitorado feminino, segmento onde seu principal adversário, José Serra (PSDB), tem vantagem. A única ação já mencionada abertamente pela petista diz respeito à construção de 6.000 creches no país num período de quatro anos, o que auxiliaria as mães trabalhadoras.Ainda que não tenham invocado a questão da mulher como tema central de campanha da mesma forma que Dilma, os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) também abordam o tema em seus pronunciamentos, mas, assim como a petista, ainda não apontaram ações específicas em suas diretrizes de programas de governo protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).A atuação de Serra como ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso é um dos dividendos políticos que o candidato pretende explorar. O tucano constantemente cita programas que implementou como ministro, como o "Mãe Canguru", que incentiva o parto humanizado na rede pública e permanência dos recém-nascidos com as mães.Marina Silva, que nas diretrizes de seu programa de governo promete evitar embates vazios e consensos ocos", menciona mais especificamente a questão da mulher apenas no capítulo educação, quando promete "apoiar a ampliação de instalações apropriadas, com condições básicas de higiene e profissionais qualificados, para que as mulheres possam trabalhar com tranquilidade".


Esboço da mensagem do dia 10/07/2010 na Igreja Cristã Pentecostal do Brasil

TEXTO DE II REIS 6 a 7.15

-Enfase: 7.1,2 - Não duvide da palavra de um homem de Deus. Desde que este de fato seja um homem de Deus...

-Quais são seus cercos

-Quais são seus medos

-Quais são seus isolamentos

-Quais são seus "inimigos"

-Você aceita a ajuda de quem menos espera que possa lhe ajudar?

-Um novo compromisso, uma nova aliança.


Em que se consistia um cerco?Quase toda cidade daquela época era fortificada, ou seja, possuía grande e alto muro ao redor de toda a extensão de suas casas.

-Samaria possuía estes muros e poucas portas de acesso para dentro dos muros da cidade. À noite, as portas eram fechadas e ninguém entrava ou saía mais dali. Era a única maneira de manter os inimigos de fora da cidade. A estratégia de guerra era interessante: Ben-Hadade reunia todo o seu exército (de acordo com a enciclopédia judaica que cita a Literatura Rabínica, ele tinha 120 mil soldados, incluídos os soldados dos 32 reis que eram seus aliados) e sitiava a cidade.
-Faziam o seu acampamento ao redor de toda a cidade, armando tendas, fazendo fogueiras, a uma distância que todos que subissem nos muros da cidade conseguiriam enxergá-los, mas nenhuma flecha ou lança os alcançaria. Ali permaneciam por semanas, meses ou quem sabe anos, não deixando que ninguém entrasse na cidade ou saísse dela com vida. Ficavam acampados ao redor da cidade até que a comida e a bebida de dentro da cidade acabasse, e aí, enfraquecidos e famintos, os moradores da cidade abririam as portas e os deixariam entrar. Assim tomavam a cidade sem ter que se esforçar.

-A fome começara a apertar em Samaria.
A fome era tanta que aquelas pessoas que ainda possuíam algum recurso compravam cabeças de jumento por 80 ciclos de prata e com cinco ciclos de prata compravam esterco de pombas. O historiador judeu Flávio Josefo diz que o esterco servia de sal para a cabeça de jumento a ser comida. Outro comentarista fala que o esterco servia de combustível para refogar a cabeça de jumento. Qualquer uso disso dá nojo em quem imagina.

-Mas havia pessoas, como em toda cidade há, que não tinham 85 ciclos de prata para comprar cabeças de jumento e esterco de pombas. Não tinham nada... Mas para saciar a própria fome, mulheres estavam se alimentando da mais vil das comidas:
-seus próprios filhos, sendo cozidos e comidos.Tamanha era a fome em Samaria, mas nem assim o Rei conseguia enxergar seu pecado e o pecado do seu povo, mas antes pretendia achar um culpado para toda aquela situação. Sendo assim jogou a culpa em cima de Eliseu, o profeta do Senhor, que morava ali na cidade e estava sofrendo o cerco juntamente com todos. Que semelhança tem estes acontecimentos com nossos dias?Muitas semelhanças.1. Satanás cerca com todo o seu exército as vidas dos homens, suas casas e suas cidades querendo tomar posse de tudo.Ele “mata” toda ajuda que pode chegar até nós, e não deixa que nada saia de nós em expressão verbal ou emocional que pode nos ajudar.
-Ele faz questão de cercar nossas vidas, nossas casas, nossas cidades e esperar. Esperar até que abrimos a porta para que ele entre lhe dando o lugar de honra, o lugar do dono. 2. Nossa gente, faminta e já “comendo os seus próprios filhos” abre as portas, escancara os ferrolhos, para que ele entre para dominar tudo e todos. Quando pais deixam seus filhos sem correção, instrução, limite estão justamente abrindo as portas de suas vidas e famílias para que o inimigo entre e faça com a família o que quiser. Com o cerco, pessoas se alimentam do que tem dentro e assim passam a ter mais fome do que é mal, do que é podre. A mente fica tão poluída que não dá mais para limpar. Cauteriza-se a mente...
O que poderemos dizer ao olharmos para o caso recente do pai e a madrasta de uma menina linda e inocente, Isabela, a mataram com as próprias mãos – “alimentando-se” com o ódio e saciando a sede e fome com a morte da criança?

II - A DISPOSIÇÄO E O USO DO SENHOR
“levantaram-se”
Impressiona-me que Deus poderia usar homens e mulheres importantes que ali se encontravam. Deus poderia ter usado o Rei; ou quem sabe um de seus príncipes; ou até mesmo um levita ou sacerdote; um capitão do exército do Rei; ou ainda além de todo, Deus poderia ter usado o seu profeta para avisar o povo de Samaria que já estava livre, mas Deus fez uso de instrumentos que a olhos humanos não eram nem dignos de entrar na cidade, quanto mais de serem usados por Deus (a própria lei do Senhor era rígida ao ponto de nem aceitarem-se que morassem dentro da cidade ou arraial).Deus usou quatro homens leprosos.

Isto mostra que Deus, o nosso Deus, usa leprosos...A pergunta, porém, é: Até que ponto você está disposto a sacrificar-se, por amor a Cristo, pelos outros?Quem aqui pode levantar sua mão e dizer que não é leproso?A Bíblia sempre compara a lepra com o pecado e deste ponto de vista não há nenhum homem sobre esta terra (a não ser Jesus!) que não seja “leproso” - PECADOR.Mas para você que sempre se sentiu desprezado, amargurado e sem capacidade para ser usado por Deus eu digo:Deus quer usar leprosos como eu e você!III - A MENSAGEM DE LIBERTAÇÄOEles, os leprosos, entraram em algumas tendas e levaram para esconder riquezas incontáveis e muita comida, fartando-se de tudo aquilo que tinham sido privados já a bastante tempo.

Eles nem estavam se lembrando, a princípio, da cidade que lá permanecia, como se o inimigo ainda não tivesse sido derrotado, morrendo sem saber que podia libertar-se, sair e alimentar-se, pois, Deus já resolvera o problema do cerco...Outra pergunta é: “Será que não fazemos o mesmo?”Domingo após domingo, trabalho após trabalho, nos alimentamos, fartamos nossa alma e espírito, comendo toda sorte de manjares espirituais, mostrados para nós através da palavra de Cristo, porém, não somos como os leprosos em sua segunda fase: não escutamos a voz do Espírito Santo a gritar em nossos ouvidos que “a cidade”, as gentes, os povos, as nações, as línguas e as raças precisam de alguém que vá até eles, que retorne e lhes fale sobre a libertação já promovida por Cristo na cruz.

Egoisticamente permanecemos imóveis enquanto milhões se perdem sem nem mesmo ouvir de Cristo uma única vez. As 2000 nações ainda não alcançadas continuam intocadas pelo evangelho do Senhor. De 1920 para cá, 930 povos já se extinguiram sem terem tido a oportunidade de ouvir de Jesus uma única vez...Deus quer usar leprosos, mas leprosos que tenham DISPOSIÇÃO e que escutem a voz do Espírito SantoCONCLUSÃO:A situação do mundo não mudou nada. Em uma região da África, 300 animais são sacrificados aos espíritos numa só noite (enquanto que suas crianças morrem de inanição);Milhões passam fome na Índia, enquanto seus animais são cultuados e adorados como deuses;Em uma região africana, crianças com até oito anos ainda podem ser sacrificadas ao deus Mal, para aplacar sua ira contra o povo;No Brasil, crianças são mutiladas e sacrificadas para satisfação de caprichos e raiva de parentes, amigos ou desconhecidos.

Nem precisamos ir tão longe – olhe ao seu redor. Quanto sacrifício você está disposto a fazer para cuidar daquele que está ao seu lado? Quanto do seu ego você pode deixar de lado? Quanto do seu egoísmo? Quanto sono pode perder para orar por ele? Quanto abraço pode dar no seu irmão fazendo-o sentir-se amado e querido. Até quando você vai esperar?O QUE VOCÊ PRETENDE FAZER?Levantar-se da porta onde está assentado inerte e ir até o arraial do inimigo, ou permanecer assentado até morrer e assim outro irá tomar o seu lugar, no seu banco, assentado até morrer também...

terça-feira, 6 de julho de 2010

O nome do deus deste "pastor" é Orkut!

Pastor faz profecias em uma comunidade Pentecostal brasileira em Londres.

http://www.youtube.com/watch?v=8zlIRnj5i8U

http://www.youtube.com/watch?v=aSVXkv8jW5w

Ser você teve estômago para assistir o video até o final verá como:

1) Não precisamos do Espírito Santo para fazer de nossos cultos um espetáculo;

2) Na falta do Espírito Santo, muitos sequer percebem a sua ausência, o que indica que nos tornamos experts em falar em linguas e profetizar, mas ainda somos meninos no dom de discernimento de espíritos;

3) É fácil manipular as emoções de gente predisposta a crer em tudo aquilo que lhes é apresentado. A Bíblia nos manda provar os espíritos e julgar toda e qualquer profecia;

4) É perigosa a idolatria que se cria em torno de profetas e do dom de profecia;

5) É arriscado publicar informações pessoais na internet: a exemplo deste estelionatário, outros criminosos tem hoje acesso a uma abundância de informações que podem ser usadas contra você e sua família.

Este video não deve nos intimidar quanto à prática autêntica do carisma, a exemplo dos cessacionistas que usam aberrações como estas para suprimir um mover genuíno do Espírito em sua Igreja. Mas é preciso reconhecer que parte do movimento pentecostal se tornou uma verdadeira babilônia carismática por causa de todo o sensacionalismo que se criou em torno do carisma e da ingenuidade de gente aberta a qualquer espírito.

Creio nos dons espirituais, e sou pentescotal, mas não aceito esta roupagem sensacionalista e pomposa que muitos pentecostais lhes dão, o que facilita e estimula fraudes como a que vimos no vídeo. É necessário criar, urgentemente, um ambiente de fé e liberdade acompanhadas de discermimento espiritual e maturidade. E eu afirmo assim como o Pastor Shedd disse:
" a Teolgia é o que manterá os crentes dentro de uma fé sã", sem conhecimento o povo perece, é o que já dizia o profeta Oséias.

Este texto está sob a licença de Creative Commons e pode ser republicado, parcialmente ou na íntegra, desde que o conteúdo não seja alterado e a fonte seja devidamente citada.

sábado, 3 de julho de 2010

Nem toda "panela" velha" faz comida boa.



Era início da noite de segunda-feira 22 de julho de 1935, quando o locutor Luiz Jatobá interrompeu com sua voz grave a programação das 50 rádios que operavam no país. Estreava o Programa nacional, idealizado por um amigo de infância do então presidente, Getúlio Vargas, com o objetivo de propagandear as realizações do governo federal. Em 1939, quando Vargas já estabelecera no país a ditadura do Estado Novo, o programa, rebatizado como A hora do Brasil, tornou-se transmissão obrigatória pelas emissoras de rádio, sempre no horário das 19 horas. Durante a vigência de outra ditadura, a do regime militar, A hora do Brasil virou A voz do Brasil. Mudou de nome, mas manteve seu caráter compulsório e sua marca registrada: a abertura com os acordes de “O guarani”, a ópera de Carlos Gomes, e a voz de um locutor que anunciava: em Brasília, 19 horas.

Quando A voz do Brasil foi criada, o rádio era o principal meio de comunicação de massa, e não havia outros canais para os brasileiros das regiões mais longínquas se informarem sobre os fatos e acontecimentos da vida do país. Nesses 75 anos que nos separam da primeira transmissão do programa, o Brasil passou por grandes transformações. Urbanizou-se e deixou de ser um país de população eminentemente rural. Sua economia se industrializou e se modernizou a ponto de estar diante da perspectiva de virar, em breve, uma das cinco maiores do mundo. Há mais de 25 anos, o país é governado por um regime democrático pleno. O rádio também mudou e se adequou à concorrência de outros meios como a televisão e a internet. O anacronismo da obrigatoriedade de transmissão, às 19 horas, de A voz do Brasil por todas as emissoras de rádio do país, porém, permaneceu inalterado, apesar de os poderes públicos contarem hoje com uma monumental estrutura de comunicação. Esse aparato oficial inclui a TV Brasil (controlada pelo governo federal), a TV Câmara, a TV Senado, a TV Justiça e 648 emissoras de TV e rádio de caráter governamental ou educativo.

Essa imposição – que só encontra situações semelhantes em países de regimes políticos fechados e ditatoriais, como China, Cuba e Coreia do Norte – cria situações esdrúxulas. Nas grandes cidades brasileiras, o rádio é o principal veículo de informação para quem está no trânsito. Quando um avião da TAM atravessou a pista do aeroporto de Congonhas, em 17 de julho de 2007, e explodiu em uma das mais movimentadas avenidas de São Paulo, matando 188 pessoas, o ouvinte, porém, não pôde ter informações sobre a tragédia e o caos nas ruas porque as emissoras de rádio foram obrigadas a suspender suas transmissões durante longos 60 minutos para veicular A voz do Brasil. Da mesma forma, durante a catástrofe das enchentes ocorridas em Santa Catarina em novembro de 2008, quem sintonizou o rádio às 19 horas foi privado de informações sobre a calamidade.

RESISTÊNCIAO senador ACM Júnior (acima) é relator dos projetos que querem flexibilizar as regras de transmissão de A voz do Brasil. Mas a proposta enfrenta a oposição de parlamentares
A obrigatoriedade de veiculação de A voz do Brasil não garante ouvintes para o programa. Em 2008, uma pesquisa do instituto InterMeios mostrou que a audiência das emissoras despenca quando A voz do Brasil começa e demora a se recuperar, causando estragos no restante da programação. Isso representa um abalo e tanto para a saúde financeira das rádios, destinatárias de uma pequena fatia das verbas do mercado publicitário, que prefere investir em televisão, publicações impressas e internet. “Transmitir A voz do Brasil num horário de pico de audiência significa um prejuízo brutal para as emissoras”, diz Daniel Slaviero, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Amparadas por liminares obtidas na Justiça, com o argumento de que a obrigatoriedade de transmissão contraria a liberdade de imprensa garantida pela Constituição de 1988, algumas emissoras conseguiram alterar o horário de veiculação ou mesmo se livrar da imposição de transmitir A voz do Brasil. Mas essa é uma situação precária, porque a União sempre recorre aos tribunais superiores para tentar suspender essas liminares. Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma liminar que permitia às rádios do Rio Grande do Sul fazer a transmissão de A voz do Brasil até 24 horas depois do horário oficial, 19 horas.
A revogação desse anacronismo depende, portanto, de uma mudança na legislação pelo Congresso Nacional.

Há vários projetos no Congresso que propõem mudanças em A voz do Brasil. Dois deles, que estão na Comissão de Comunicação, Ciência e Tecnologia do Senado, pretendem dar às rádios, pelo menos, a possibilidade de adequar A voz do Brasil a suas programações. Segundo as propostas, elas poderiam escolher o horário mais conveniente, entre 19 horas e meia-noite, para iniciar a veiculação do programa. “É uma maneira de enquadrar A voz do Brasil à realidade das emissoras”, diz o senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), relator dos dois projetos de lei. “Obrigar uma rádio a usar seu horário nobre para transmitir A voz do Brasil é complicado. Muitas delas apresentam programas de notícia, falam sobre o trânsito, transmitem jogos de futebol, divulgam eventos locais. É importante dar flexibilidade para que as rádios possam preparar suas programações.” A lei atual é tão engessada que não prevê que se possa suspender ou adiar o programa nem sequer em casos de calamidades públicas.

O governo Lula já manifestou apoio à proposta de flexibilização do horário, mas ainda há resistência entre os parlamentares a mudanças no modelo vigente de A voz do Brasil por questões de conveniências políticas. “Muitos parlamentares veem em A Voz do Brasil uma oportunidade de divulgação de suas atuações. É difícil convencê-los de que precisa haver mudanças na lei do programa”, diz ACM Júnior. Em seu começo, o programa divulgava apenas notícias do Poder Executivo. Mas, desde 1967, o tempo de A voz do Brasil passou a ser dividido também com notícias da Câmara dos Deputados e Senado – hoje, o Executivo dispõe de 30 minutos para sua divulgação, enquanto o Legislativo conta com outra meia hora.

Um projeto com a mudança nas regras de A voz do Brasil ainda não tem prazo para ser colocado em votação na Comissão de Comunicação do Senado. Mesmo que venha a ser aprovado pela comissão, terá ainda um longo caminho pela frente. Terá de ser aprovado também pela Comissão de Educação do Senado, pelo plenário do Senado e depois pela Câmara. Só então irá para a sanção do presidente da República. Para tentar vencer resistências nesse trajeto, a Abert iniciou uma mobilização nacional para que os candidatos ao Congresso Nacional e à Presidência da República se comprometam com regras menos rígidas para a transmissão de A voz do Brasil. “Nós não queremos o fim do programa. Mas queremos que as rádios possam ter flexibilidade para montar sua programação”, diz Daniel Slaviero, presidente da Abert.

Desde a redemocratização do país, A voz do Brasil passou por algumas adaptações. Os acordes de “O guarani” foram remixados ao ritmo de forró, samba, choro, bossa nova, capoeira, moda de viola e até techno. Numa tentativa de se aproximar de uma linguagem mais simples e usual, o tradicional “Em Brasília, 19 horas” também foi substituído por “7 da noite, em Brasília”. Essas tentativas de rejuvenescimento não afastaram, porém, o aspecto bolorento do programa. Ele só será eliminado com uma mudança na lei.

A voz do Brasil foi criada pelo governo Vargas e é o programa de rádio mais antigo do Brasil.


Fonte: Revista Época

VIDEO AMADOR DE JERUSALÉM

Faço das minhas, as palavras dele.

Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta terra podem satisfazer, a única explicação lógica é que eu fui feito para um outro mundo. C. S. Lewis

REFLEXÃO

Levar uma vida cristã significa ter os comportamentos aprovados pelo grupo religioso a que pertencemos?