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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cometi um crime-Ajudei a matar o deus de Nietzsche


Não ouviram falar daquele homem louco que em plena manhã acendeu uma lanterna e correu ao mercado e pôs-se a gritar incessantemente: ‘procuro Deus! Procuro Deus?’ – E como lá se
encontrassem muitos daqueles que não criam em Deus, ele despertou com isso uma grande gargalhada. Então ele está perdido? Perguntou um deles. Ele se perdeu como uma criança? Disse um outro. Está se escondendo? Ele tem medo de nós? Embarcou num navio? Emigrou? – Gritavam e riam uns para os outros. O homem louco se lançou para o meio deles e trespassou-os com seu olhar. ‘Para onde foi Deus?’, gritou ele, ‘já lhes direi! Nós o matamos – vocês e eu. Somos todos seus assassinos! Mas como fizemos isso? Como conseguimos beber inteiramente o mar? Quem nos deu a
esponja para apagar o horizonte? Que fizemos nós, ao desatar a terra de seu sol? Para onde se move ela agora? Para onde nos movemos nós? Para longe de todos os sóis? Não caímos
continuamente? Para trás, para os lados, para a frente, em todas as direções? ... Não vagamos como que através de um nada infinito? ... Não ouvimos o barulho dos coveiros a enterrar Deus? Não sentimos o cheiro da putrefação divina? – também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus continua morto! Nós o matamos.

NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência. São Paulo: Cia. das Letras, 2001, p. 64-65

Antes de qualquer coisa quero dizer que me oponho a qualquer forma de epistemologia que afirme que é possível ao homem defender Deus, como pode?
Assim passo agora às sucintas palavras, dizer que minhas mãos estão sujas de sangue e a resquícios de pólvora do tiro que disparei contra o deus de Friedrich, pois estava injuriado da passividade do deus histórico e sem força de ação para modificar qualquer coisa que pudesse ser necessária, assim eu matei o deus de Nietzsche.

Os motivos que me levou a cometer este crime foi o convencimento, Friedrich foi concludente e preciso nas suas palavras descritas em dois de seus compilados A gaia ciência e Anticristo foram de fato os responsáveis pelos anais de provas contra o bestial deus de Friedrich. Lamento, sim, pelo fato de que como ter alguém discutido a possibilidade de que Friedrich estava errado, afirmo: Não estava.
O deus dele é de fato responsável assim como afirma a filosofia contemporânea que se desenvolveu durante os séculos XV, XVI, XVII, XVIII, XIX; começando pelo Renascimento e se estendento até meados do século XX.

Eu o matei e agora descrevo um pouco sobre minha Razão de Defesa do porque cometi este crime.

Pontos de vista deista:

Assumo a existência de um Deus Soberano e Criador, mas questiono assim como Nietsche o deus que não se relaciona com o ser criado, a comunicação não existe pois de fato as ocupações contemporânes assim me fizeram a olhar para as faces de um deus criado pela instituição chamada “igreja” que na verdade aqui prefiro tratar como parasitismo, sim pois esta instituição falida e sem projeções não pode influênciar os que nela estão boquiabertos a esperar um alimento de um terra estéril que não é capaz de produzir vida, pois a Vida que nela estava se foi, não porque O quis e sim porque O foi tirado, matei-o por não ver finalidade e uso no deus de Friedrich. Tanto quanto os deistas estou crente que o deus enificaz criado pelo fruto da imaginação dos homens alheios ao Deus Absoluto que propiciaram a possibilidade de haver um outro, que por sua vez era a nítida imagem de refletida providência das categóricas imposições, religiões inúteis.
É interessante dizer, que o conceito deísta de divindade não corresponde, necessariamente, ao que comumente a sociedade entende ser "deus". Ou seja, existem várias formas de se compreender aquilo que é, supostamente, transcendente ou sobrenatural. Então, Deus pode ser compreendido como o princípio vital, a energia criadora ou a força motriz do Universo. Todavia, não propriamente como um ser pessoal, uma vez que este deus místico e fantasioso eu tenho provas verídicas de que não pode agir em prol dos que o pedem, ponto também disculsivo por se tratar da mera audácia, prepotência e arrogancia de achar que podemos ter um EMPREGADO DIVINO.
Racionalmente falando não a propósito de viver um deus que não tem finalidade, ou o que é ainda pior que tenha propósito: apenas para meu bel prazer, assim eu estava incapaz resolvi acabar com o cristo genérico, não que como já dantes afirmei, pelo fato de Deus precisar de mim, cometi este crime mais por meu interesse do que até mesmo o interesse de Deus.

Assassino confesso por ter matado o deus de Friedrich Nietzsche estou à disposição para aqueles que quiserem me acusar e debater sobre o tema.

Por Marcelo Marques

quarta-feira, 25 de agosto de 2010


“O espírito nos permite fazer uma experiência de não-dualidade. “Tu és isso tudo” dizem os Upanishads da Índia, apontando para o universo. Ou “tu és o todo” diz os yogis. “O Reino de Deus está dentro de vós” proclama Jesus. Estas afirmações remetem a uma experiência vivida e não a uma doutrina. A experiência é que estamos ligados e re-ligados uns aos outros e todos à Fonte Originante. Um fio de energia, de vida e de sentido perpassa a todos os seres, constituindo-os em cosmos e não em caos, em sinfonia e não disfonia”


Leonardo Boff
O que é o espírito?



Há várias compreensões e discussões sobre o ser humano e no campo das “partes” distintas do ser, promulga-se o debate da tricotomia ou da dicotomia, não obstante a dimensão desta dualidade fica uma indagação pode o homem ser dividido?
O ser é mais que a capacidade da normalidade da compreensão nossa diferente complexidade evoca um compreensão de nossa existência, somos saudosos a algo maior que todos, portanto filosoficamente falando somos seres metafísicos, somos por vezes levados a saber que já estivemos em lugar onde vemos suas imagens pela televisão, sem nunca antes ter ido lá, presenciamos um cena marcante de uma calamidade geográfica do outro lado do continente e condoemos como se a dor fosse em nós, recebemos a notícia de um ente querido com câncer e isso passa ser desmotivação.
Por vezes esta interligação entre nós e a um Ser superior que chamamos de Deus, é a base de uma caminhada na Terra, imaginamos Ele nos bons gestos, nas belas atitudes, nas ações de esmero e isso passa ser uma definição incompleta, mas correta acerca de quem Ele é. Isso nos faz entender que o que interliga toda esta complexa ação é o espírito.
Este espírito justapõe o âmago da existência, ele se revela quando olhamos para o ingênuo complexo comportamento de uma criança, quando somos pegos com acalentos ao coração vendo fotos de uma mãe que morreu, quando guardamos pertences de um amigo que nos deixou, quando vemos o pôr do sol com uma profunda sensação de esquisita pergunta: até quando verei este fenômeno?
Ontologias de um finito-eterno, como? Através da inter-relação dos seres-humanos com o agente criador, no caso Deus, diálogo dos sentidos que só ocorre pela essência da existência do espírito e isto é o que ele é a comunicação do ser com o eterno.

Por Marcelo Marques

sexta-feira, 20 de agosto de 2010


Victor Hugo


" Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja
justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é
insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Janela 10/40 - Você conhece ?


Se o comando é dado por Jesus para fazer discípulos de todas as nações (ou etnias) , então o senso comum nos diria o nosso trabalho é encontrar as nações ( etnias) que não foram discipulados ( ensinar a serem seguidores de Cristo ). Pessoas que desejam cumprir a Grande Comissão precisa saber onde estão esses " não-alcançados "grupos de pessoas , de modo que os nossos esforços para completar a tarefa não vai seja apenas trabalhoso, mas produtivo.
A grande maioria dessas pessoas não alcançados vive em uma área do mundo, apelidado de "janela 10/40 ". A janela 10/40 é simplesmente um termo usado para descrever uma região do mundo em 10 e 40 graus de latitude da África Ocidental para a Ásia Oriental . Se você fosse a desenhá-la em um mapa , a top iria de Portugal pelo Japão e no fundo iria da Guiné com a ponta inferior da Índia, todo o caminho até as Filipinas. Esta é uma região importante pensar como um cristão no Mundo, porque a maioria das pessoas não tiveram a oportunidade de ouvir o evangelho vivo aqui. Os 31 países menos atingidos pelo evangelho no mundo estão nesta janela .
As pessoas que estão perdidas na Janela 10/40 não são " mais perdidas " do que seu vizinho ou membro da família que não conhecem a Cristo . Mas , eles não são " alcançados " no sentido de que eles não tiveram a oportunidade de ouvir o Evangelho. A questão não é a sua perdição , mas o seu acesso ao Evangelho. As pessoas podem ser alcançados sem ser evangelizados . Há pessoas nos Estados Unidos que não ouviram o evangelho , mas poderiam , se quisessem . A maioria das pessoas que vivem na janela 10/40 não poderia descobrir sobre Jesus , mesmo se eles quizessem ! Estes são os povos não alcançados que não têm acesso ao evangelho.
Existem mais de 3,6 bilhões de pessoas não alcançadas no mundo de hoje . Destes 3,6 bilhões de pessoas , 88 % vivem em ou perto da janela 10/40. Apenas 2,17% dessas pessoas não alcançados vive nas regiões Norte e América do Sul juntos! Esta área do mundo é tão alcançada por várias razões: Em primeiro lugar, essas pessoas não vivem num vácuo espiritual. As principais religiões do mundo começaram nesta parte do mundo e estão firmemente arraigadas lá. Na janela 10/40 há 724 milhões de muçulmanos, hindus 787 milhões e 240 milhões de budistas . Junto com isso, muitos dos países desta região são opressivas para o cristianismo. Independentemente desses fatos , Jesus declarou que "a seara é grande mas os trabalhadores são poucos. " A principal razão desta parte do mundo é tão alcançados porque há uma falta de cristãos dispostos a ir a esses lugares.
Estima-se que apenas 4% dos missionários estrangeiros hoje estão trabalhando para alcançar essas pessoas não alcançadas. Os outros 96% estão trabalhando em não-evangelizados , mas não em áreas não alcançadas. Segundo a Enciclopédia Cristã Mundial de todo o dinheiro designado para "missões" em os E.U.A. apenas 5,4% é utilizado para missões no estrangeiro. Do que 5,4% , apenas 0,37% é usado para levar o evangelho aos povos não alcançados que não têm acesso ao evangelho. Isso é cerca de dois centavos em cada cem dólares para as missões dadas ! O resto vai para esforços no sentido de evangelizar pessoas atingidas.
Martin Luther King Jr. disse: " Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera ", e que demonstra a verdade na nossa estratégia global para promover o reino de Deus . Temos de ter tempo para educar-nos sobre o que o mundo parece , e avaliar os nossos esforços em sintonia com o mandamento de Deus para fazer discípulos de todos os grupos de pessoas.

Você conhece o mundo ?
Pense sobre as seguintes questões por um momento e depois clique no link abaixo para ver as respostas.

Se a população mundial fosse reduzida a 100 pessoas ...

1. Quantos seriam asiáticos?
2. Quantos seriam Europeia?
3. Quantos seriam Africano ?
4. Quantos seriam os americanos?
5. Quantos seriam brancos ?
6. Quantos seriam desnutridas ?
7. Quantos vivem em condições abaixo do padrão de habitação ?
8. Quantos seriam capazes de ler?
9. Quantos seriam titulares de um diploma universitário ?


Se a população mundial fosse reduzida a 100 pessoas ...


1. Quantos seriam asiáticos?
A resposta correta é 60

2. Quantos seriam Europeia?
A resposta correta é 12

3. Quantos seriam Africano ?
A resposta correta é 14

4. Quantos seriam os americanos?
A resposta correta é 5

5. Quantos seriam brancos ?
A resposta correta é 30

6. Quantos seriam desnutridas ?
A resposta correta é 50

7. Quantos vivem em condições abaixo do padrão de habitação ?
A resposta correta é 80

8. Quantos seriam capazes de ler?
A resposta correta é 70

9. Quantos seriam titulares de um diploma universitário ?
A resposta correta é 1

E então ... você conhece o suficiente ???


por Bryan Lee
http://www.thetravelingteam.org/

quarta-feira, 18 de agosto de 2010


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, criticou o fato de o candidato do PSDB, José Serra, ter utilizado o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu jingle na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que começou nesta terça-feira (17).

O jingle de Serra diz: "Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá".

“Passaram oito anos fazendo a oposição mais radical, aquela que sai lá do fígado, mais dura, conosco. Não pode querer, nas eleições, passar pelo que não é”, afirmou Dilma. Em seguida, acrescentou que acredita na “inteligência, discernimento e senso crítico do povo” e que a população "sabe quem é quem”.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


ESBOÇO
1ª MENSAGEM DA CEIFA MINISTRADA PELO PASTOR SAMUEL SILVA EM NOVO ENDEREÇO.
TEMA: O HOMEM EM BUSCA DE SI MESMO E O CENTRO DE TODAS AS DIMENSÕES.
2ª Tm 4-1,2 a “Testifico solenemente perante Deus Cristo Jesus que vai julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino. Que pregues a palavra inste a no tempo e fora do tempo.”

1° Tópico: A grande saga da vida humana esta em busca de encontrar sentido para todas as coisas.
-Não conseguimos viver sem os “porquês”
-Fatores de desequilíbrio
-Dúvidas
-Decepções, enganos
-Egocentrismo
-Fuga da Fragilidade
-Realidade Limitada
Assim dizia Karl Barth: “ Fé é buscar compreensão”
Compreender a fé é alcançar de que o sentido da vida e de tudo o que existe não pode ser determinado pelo homem ou por aquilo que ele constrói.
“o sentido da vida e de tudo que existe pertence à outra dimensão”
-Quando tudo era apenas intenção de Deus


2° Tópico: Ele virá avaliar vivos e mortos
-A morte é o testamento de toda a nossa existência Hb9-17
-A vida é a CHANCE de resgatar tudo que já fomos


3° Tópico: Um ontem um hoje e um amanhã
-O testemunho
-A prática
-A esperança

Conclusão:
-Onde está a realidade Cristã
No testemunho do passado que determina o presente que só pode ser pleno num futuro chamado CÉU.
-No momento o que nos limita existencialmente, transplanta todo o significado que o homem busca em outra dimensão: nas mãos de Deus!

Maiores informações sobre o tema enviem um e-mail para:

teo.samuel@hotmail.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Cláudia. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Cláudia profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Cláudia.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis..

Eu contei para a Cláudia sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Cláudia em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho.. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Cláudia, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Cláudia abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Cláudia. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Cláudia. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Cláudia então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Cláudia para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.

Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..

UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA.
Enviado por: Pastor Rafael Cruz

OS CONCÍLIOS ECUMÊNICOS


Um concílio é uma reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais, de doutrina, fé e costumes (moral). Os concílios podem ser ecumênicos, plenários, nacionais, provinciais ou diocesanos, dependendo do âmbito de abrangência.



O primeiro concílio ocorreu em Jerusalém, conforme pode ser lido no livro de Atos, capítulo 15, quando os Apóstolos se reuniram para tratar sobre os temas que estavam dividindo os primeiros cristãos: de um lado os judaizantes (judeus convertidos) e do outro os gentios (os convertidos não-judeus).



No primeiro Concílio Ecumênico (Nicéia 325), vários assuntos estavam em pauta. Um dos principais eram as heresias que estavam surgindo sobre a pessoa de Jesus. Estas heresias não eram novidades, elas já haviam sido combatidas pelos apóstolos em suas epístolas, mas continuavam em evidência. Uma que estava preocupando a Igreja era o arianismo.



O ARIANISMO



Ário era um bispo em Alexandria que negou que Cristo fosse Deus. Ário ensinava que Jesus era divino, mas de uma divindade subordinada ao Pai.


Segundo Ário, Jesus era um homem que não tinha uma alma humana, já que em seu caso a alma tinha sido substituída pelo “Logos”, ou seja, o Verbo de Deus. Esse “Logos” ou Verbo era um ser espiritual criado por Deus para habitar no homem Jesus.


Assim sendo, em essência Ário negou tanto a humanidade de Jesus (já que ele não tinha uma alma humana) quanto a sua verdadeira Deidade (sendo que o “Logos” era uma criatura espiritual).


Ário era um pregador dinâmico e famoso, tendo uma personalidade atraente. Ele inventou um slogan sobre Cristo “houve um tempo quando ele não existia”, que se tornou famoso.


Seus ensinamentos logo causaram consternação no império. Alguns bispos o condenavam como heterodoxo e herege. Outros o defendiam. Houve conflitos nas ruas, especialmente em Alexandria, e muitos morreram defendendo suas crenças.



O imperador Constantino, ao tomar conhecimento dos grandes distúrbios, interveio rapidamente para assegurar a paz e estabilidade no império.
Ele convocou assim um Concílio, ou Sínodo, no qual bispos de todo o império deveriam comparecer para avaliar os ensinamentos de Ário, e formular o entendimento e as doutrinas bíblicas sobre o assunto.



CONCÍLIO DE NICÉIA (325) – PRIMEIRO CONCÍLIO ECUMÊNICO



O imperador Constantino conclamara o concílio para dirimir a controvérsia ariana, e era a respeito dela que os bispos queriam falar.



Dos 318 bispos presentes na abertura do concílio, somente 28 eram abertamente declarados arianos. O próprio Ário não recebeu permissão para participar do concílio por não ser bispo. Foi representado por Eusébio de Nicomédia e Teogno de Nicéia.



O Concílio de Nicéia foi o primeiro considerado ecumênico. A ele compareceram entre 250 a 300 bispos. O Concílio durou aproximadamente dois meses e tratou de muitas questões que confrontavam a Igreja. Aproximadamente vinte “cânones” ou decretos foram promulgados pelo imperador e pelos bispos, que variavam desde a deposição de bispos até a ordenança de eunucos. Mas, o objetivo principal era produzir um documento que definisse a crença ortodoxa (ou seja, o que a Igreja entendia ser o ensinamento bíblico) sobre Deus e Jesus.


Para isso, era preciso que se usasse linguagem teológica e técnica – e não somente termos bíblicos – para as definições, sendo que os hereges usavam termos bíblicos fora de contexto para defenderem suas próprias teses. Desse modo, o concílio decidiu usar a palavra grega homoousios – significando “da mesma essência” – para definir a relação entre a essência de Jesus Cristo e Deus. O imperador usou de sua autoridade para que todos os bispos assinassem o documento final. Ário foi excomungado como herege. Apesar disso, alguns discordavam dessa formulação. Os seguidores de Arius usavam o termo heteroousios – significando que Jesus era de uma essência diferente – e outros, procurando um “meio termo”, usavam o termo homoiousias – significando “de essência similar”.



O bispo de Alexandria foi declarado foi declarado “patriarca” dos bispos das regiões da África do Norte e arredores, e o bispo de Roma o legítimo líder emérito dos bispos ocidentais.


Nos anos que se seguiram, ainda que a Igreja tivesse um pronunciamento oficial sobre a questão, esses dois partidos heterodoxos continuaram a causar distúrbios e negar que Jesus era Deus eterno, a segunda Pessoa da Trindade. O defensor mais hábil e famoso da doutrina ortodoxa sobre esse assunto foi Atanásio.


ATANÁSIO E CREDO DE NICÉIA



Atanásio se tornou bispo de Alexandria em 328 d.C. Em 335, pressões políticas tinham convencido o imperador Constantino a readmitir Ário para a comunhão da Igreja.


Entretanto, de acordo com as resoluções sobre governo eclesiástico definidas em Nicéia, somente o bispo de Alexandria poderia readmitir uma pessoa excomungada em sua jurisdição.


Essa pessoa, no caso, era Atanásio, e ele se recusou a readmitir Ário. Como resultado, Constantino depôs Atanásio e o baniu de Alexandria. Constantino morreu dois anos depois, em 337.


Atanásio, o grande defensor da fé ortodoxa, passou os próximos anos de sua vida sendo repetidamente banido e readmitido por diferentes imperadores, de acordo com os ventos políticos de cada momento.

Ele passou muitos anos escondido em desertos e cavernas do Egito. Atanásio produziu muitos documentos e tratados teológicos, mesmo sendo foragido, e defendeu a ortodoxia até o dia de sua morte em 373.



O novo bispo convocou um sínodo para a reversão da excomunhão e reinstalação de Ário como bispo. Na noite anterior à cerimônia, Arius morreu de causas naturais, o que muitos cristãos viram como sendo o julgamento de Deus sobre o herege.



Após vários imperadores terem sucedido Constantino, em 379 Teodósio, defensor da ortodoxia Nicena, tinha se tornado imperador e convocou outro sínodo na capital do império, em Constantinopla.


O sínodo de Constantinopla em 381 expandiu e revisou o Credo de 325 e ratificou a doutrina Nicena, incluindo linguagem ainda mais precisa defendendo a ortodoxia.


O documento produzido é o Credo Niceno que usamos hoje; tecnicamente, o credo é chamado Niceno-Constantinopolitano.



CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS



A controvérsia Trinitária impulsionou os Concílios de Nicéia e Constantinopla, que definiram o entendimento da Igreja com relação ao ensinamento bíblico sobre quem era Jesus e a Trindade.


As controvérsias Cristológicas posteriores referiram-se a questões sobre o relacionamento entre a divindade e a humanidade de Jesus.


CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA (381) – O SEGUNDO CONCÍLIO ECUMÊNICO


O Concilio de Constantinopla reafirmou e até mesmo expandiu, de maneira mais precisa e técnica, a idéia formulada pelo Concilio de Nicéia - de que Jesus era Deus verdadeiro e homem verdadeiro, tendo a mesma essência do Pai, ainda que sendo uma Pessoa distinta da Trindade.


Uma das controvérsias cristológicas teve início quando um bispo sírio chamado Apolinário começou a pregar que o Verbo de Deus substituiu parte da alma humana (a mente) de Jesus (um ensinamento similar ao de Ário). Assim, Jesus não era nem completamente humano, nem completamente divino. Os ensinamentos de Apolinário foram condenados como heresia em Alexandria em 362 e também no Concílio de Constantinopla em 381 d.C.



CONCÍLIO DE ÉFESO (431) - O TERCEIRO CONCÍLIO ECUMÊNICO



Outra controvérsia começou quando Nestório, um dos mais importantes líderes eclesiásticos do 5º século, foi acusado de ensinar que as duas naturezas de Jesus (humana e divina) eram tão separadas a ponto de ele ser duas pessoas.


Nestório se opunha ao titulo Theotokos dado a Maria. A palavra Grega significa “aquela que carregou a Deus”, no sentido de ser a “mãe de Deus”. Nestório argumentou que Maria deu a luz ao filho de Deus, e não a Deus; ela deu a luz à natureza humana de Jesus, e não a sua natureza divina, que é eterna.


Seus opositores, por outro lado, argumentaram que, ainda que ela não tivesse originado a natureza eterna de Jesus, não se pode separar a natureza humana de Cristo da sua natureza divina. Tudo que pode ser dito de cada natureza de Jesus, pode ser dito da pessoa Jesus.
Ele é uma só Pessoa, e é ao mesmo tempo homem e Deus. Maria, portanto, deu luz a Deus porque ela deu luz a Jesus. Ela não deu a luz a uma natureza, mas a uma Pessoa – Jesus – que é Deus; portanto, ela é mãe de Jesus, e em consequência, mãe de Deus.


O título dado a Maria não significava ensinar que, de alguma maneira misteriosa, Maria dera à luz a Deus na sua essência eterna.


O termo fazia parte de um argumento contra a cristologia duvidosa dos nestorianos, e intenção da mensagem era mostrar que Maria não deu à luz a um mero homem.


Não havia intenção de ensinar que Maria era a origem da natureza divina de Cristo, o que seria impossível – visto que a natureza divina não tem origem, porque é eterna; além do mais, Maria não tem atributos divinos. Cirilo, bispo em Alexandria, foi o opositor mais ferrenho de Nestório.

Um concílio foi convocado na cidade de Éfeso em 431 e o ensinamento atribuído a Nestório foi condenado. O concílio oficialmente declarou que Jesus tem duas naturezas (humana e divina), mas é uma só Pessoa.



CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA (451) - O QUARTO CONCÍLIO ECUMÊNICO



Outra controvérsia Cristológica importante se desencadeou quando um monge em Constantinopla chamado Eutiques começou a ensinar uma heresia no extremo oposto do nestorianismo.


Segundo Eutiques, Jesus não só era uma só Pessoa, mas ele também tinha uma só natureza, e não duas (humana e divina). Essa heresia foi chamada de monofisitismo (mono = um; “physis” = natureza). A única natureza de Jesus, segundo os monofisitas, era a divina, que absorveu a natureza humana, divinizando-a. O eutiquianismo foi condenado como heresia no Concílio Ecumênico de Calcedônia em 451 d.C.


A fórmula adotada no concílio apresentou quatro qualificações que se tornaram a definição clássica sobre a relação entre as duas naturezas; clássicas porque as quatro qualificações são precisas e, juntas, refutam qualquer heresia possível sobre as duas naturezas.


A fórmula diz que existe um único Cristo, que possui duas naturezas, não confusas e não transformadas, não divididas, não separadas, pois a união das naturezas não suprimiu as diferenças; antes, cada uma das naturezas conservou as suas propriedades e se uniu com a outra numa única pessoa e numa única hipóstase (ou essência).


Foi afirmado que Jesus é verdadeiro homem e verdadeiro Deus, sendo consubstancial com os homens em sua natureza humana (exceto pela ausência do pecado) e consubstancial com Deus em sua natureza divina.

Após o concílio, muitos continuaram a ensinar o monofisitismo, especialmente no Oriente. Hoje, muitos monofisitas se encontram na igreja Copta.



Assim terminou a fase principal das disputas cristológicas. Seguindo o que ensina a Bíblia, ficou assim o entendimento: em Cristo há duas naturezas e uma Pessoa. Ele era um verdadeiro homem, sujeito à dor e à morte. Ele é também a segunda Pessoa da Trindade, possuindo a natureza divina desde toda a eternidade, e assumindo a natureza humana no seio de Maria. Se Jesus fosse só homem, não poderia pagar pelos pecados daqueles que nele crêem. Por outro lado, se não tivesse adicionado a natureza humana à sua natureza eterna e divina, ele não poderia ter vivido uma vida perfeita como homem (perfeição esta que é imputada a todos que nele crêem) nem morrido na cruz por nossos pecados. Se Jesus tivesse suas naturezas misturadas, sua verdadeira natureza seria de um terceiro tipo, nem humana, nem divina.
Fonte: santovivo.net

Vulgata a tradução para o latim da Bíblia


Vulgata é a forma latina abreviada de vulgata editio ou vulgata versio ou vulgata lectio, respectivamente "edição, tradução ou leitura de divulgação popular" - a versão mais difundida (ou mais aceita como autêntica) de um texto.

No sentido corrente, Vulgata é a tradução para o latim da Bíblia, escrita entre fins do século IV início do século V, por São Jerónimo, a pedido do Papa Dâmaso I, que foi usada pela Igreja Católica e ainda é muito respeitada.

Nos seus primeiros séculos, a Igreja serviu-se sobretudo da língua grega. Foi nesta língua que foi escrito todo o Novo Testamento, incluindo a Carta aos Romanos, de São Paulo, bem como muitos escritos cristãos de séculos seguintes.

No século IV, a situação já havia mudado, e é então que o importante biblista São Jerónimo traduz pelo menos o Antigo Testamento para o latim e revê a Vetus Latina.

A Vulgata foi produzida para ser mais exata e mais fácil de compreender do que suas predecessoras. Foi a primeira, e por séculos a única, versão da Bíblia que verteu o Velho Testamento diretamente do hebraico e não da tradução grega conhecida como Septuaginta. [carece de fontes?] No Novo Testamento, São Jerônimo selecionou e revisou textos. Ele inicialmente não considerou canônicos os sete livros, chamados por católicos e ortodoxos de deuterocanônicos. Porém, seus trabalhos posteriores mostram sua mudança de conceito, pelo menos a respeito dos livros de Judite, Sabedoria de Salomão e o Eclesiástico (ou Sabedoria de Sirac), conforme atestamos em suas últimas cartas a Rufino. Chama-se, pois, Vulgata a esta versão latina da Bíblia que foi usada pela Igreja Católica Romana durante muitos séculos, e ainda hoje é fonte para diversas traduções.

O nome vem da expressão vulgata versio, isto é "versão de divulgação para o povo", e foi escrita em um latim cotidiano, usado na distinção consciente ao latim elegante de Cícero, do qual Jerônimo era um mestre.

A denominação Vulgata consolidou-se na primeira metade do século XVI, sobretudo a partir da edição da Bíblia de 1532, tendo sido definitivamente consagrada pelo Concílio de Trento, em 1546. O Concílio estabeleceu um texto único para a Vulgata a partir de vários manuscritos existentes, o qual foi oficializado como a Bíblia oficial da Igreja e ficou conhecido como Vulgata Clementina.

Após o Concílio Vaticano II, por determinação de Paulo VI, foi realizada uma revisão da Vulgata, sobretudo para uso litúrgico. Esta revisão, terminada em 1975, e promulgada pelo Papa João Paulo II, em 25 de abril de 1979, é denominada Nova Vulgata e ficou estabelecida como a nova Bíblia oficial da Igreja Católica .

[editar] Prólogos da Vulgata
Além do texto bíblico da Vulgata, ela contém prólogos dos quais a maioria foi escrita por Jerônimo. Esses prólogos são escritos críticos e não eram destinados ao público em geral.

O tema recorrente dos prólogos se refere à primazia do texto hebraico sobre os textos da Septuaginta (LXX), em grego koiné.

Entre os mais notáveis prólogos se destaca o Prologus Galeatus, no qual Jerônimo descreve um Cânon bíblico judaico composto de 22 livros. Independente disto, Jerônimo traduziu e incluiu no Antigo Testamento da Vulgata os livros Deuterocanônicos.

O prólogo Primum Quaeritur, de autoria desconhecida, defende a autoria paulina para a carta aos Hebreus.




Prólogos
Pentateuco
Josué
Reis - Prologus Galeatus
Crônicas
Esdras
Tobias
Judite
Ester

Salmos (LXX)
Livros de Salomão
Isaías
Jeremias
Ezequiel
Daniel
12 Profetas (menores)
Os evangelhos
Epístolas Paulinas - Primum Quaeritur
Notas
Salmos (Hebreus)
Adições de Ester
Fonte: Wikipédia

Septuaginta é a versão da Bíblia hebraica para o grego koiné


Septuaginta é o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego koiné, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século a.C. em Alexandria.

Dentre outras tantas, é a mais antiga tradução da bíblia hebraica para o grego, língua franca do Mediterrâneo oriental pelo tempo de Alexandre, o Grande.

A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos trabalharam nela e, segundo a história, teriam completado a tradução em setenta e dois dias.

A Septuaginta foi usada como base para diversas traduções da Bíblia.

A Septuaginta inclui alguns livros não encontrados na bíblia hebraica. Muitas bíblias da Reforma seguem o cânone judaico e excluem estes livros adicionais. Entretanto, católicos romanos incluem alguns destes livros em seu cânon e as Igrejas ortodoxas usam todos os livros conforme a Septuaginta. Anglicanos, assim como a Igreja oriental, usam todos os livros exceto o Salmo 151, e a bíblia do rei James em sua versão autorizada inclui estes livros adicionais em uma parte separada chamada de Apocrypha.

A Septuaginta foi tida em alta conta nos tempos antigos. Fílon de Alexandria e Flávio Josefo consideravam-na divinamente inspirada. Além das traduções latinas antigas, a LXX também foi a base para as versões em eslavo eclesiástico, para a Héxapla de Orígenes (parte) e para as versões armênia, georgiana e copta do Antigo testamento. De grande significado para muitos cristãos e estudiosos da Bíblia, é citada no Novo Testamento e pelos Padres da Igreja. Muito embora judeus não usassem a LXX desde o século II AD recentes estudos acadêmicos troxeram um novo interesse sobre o tema nos estudos judaicos. Alguns dos pergaminhos do Mar Morto sugerem que o texto hebraico pode ter tido outras fontes que não apenas aquelas que formaram o texto massorético. Em vários casos, estes novos textos encontrados estão de acordo com a LXX. Os mais antigos códices da LXX (Vaticanus e Sinaiticus) datam do século IV AD.

Controvérsia
Há controvérsia quanto à veracidade de que a Septuaginta tenha mesmo existido como uma versão pré-cristã do Velho Testamento em grego, pois nunca foi encontrada nenhuma versão do Velho Testamento em grego datando antes de Orígenes (185 — 253 d.C)[1]. O Dr. H. D. Williams, vice-presidente da Dean Burgon Society[2] publicou um estudo detalhado, no qual defende que a Septuaginta nunca existiu e não passa de um mito[3].

Mesmo Dr. Jones e Dr. Silva, defensores da Septuaginta e escritores do prominente livro Invitation to Septuagint (Convite à Septuaginta), expressam, em duas ocasiões, a fragilidade que cerca o assunto[4] :

a) "The reader is cautioned, therefore, that there is really no such thing as the Septuagint" (O leitor é advertido, portanto, que na verdade não existe uma 'Septuaginta')

b) "Strictly speaking, there is no such thing as the Septuagint. This may seem like an odd statement in a book entitled Invitation to the Septuagint, but unless the reader appreciates the fluidity and ambiguity of the term, he or she will quickly become confused by the literature." (Estritamente falando, não existe uma 'Septuaginta'. Esta parece até uma declaração estranha num livro chamado Convite à Septuaginta, mas a menos que o leitor compreenda a fluidade e ambiguidade do termo, ele ou ela irá se confundir rapidamente pela literatura.).

[editar] Criação do texto
De acordo com o historiador judeu Flávio Josefo, sábios judeus traduziram a Torah para o grego koiné no séc. III a.C. [5]. Outros livros foram traduzidos ao longo dos dois séculos seguintes. Não é claro quando ou onde cada tradução foi realizada. Alguns livros podem inclusive ter sido traduzidos mais de uma vez, configurando diferentes versões e posteriormente revisados.[6] A qualidade e o estilo dos diferentes tradutores também variavam consideravelmente de livro a livro, indo da tradução literal, à de paráfrase e à interpretativa. De acordo com a avaliação de um estudioso "o Pentateuco foi razoavelmente bem traduzido, mas o resto dos livros, especialmente os poéticos, foram em geral mal feitos e contém mesmo alguns absurdos".[7]

A medida que o trabalho de tradução gradualmente progredia e novos livros eram adicionados à coleção, a abrangência da Bíblia grega passou a ficar um tanto indefinida. O Pentateuco sempre manteve a sua preeminencia como a base do Cânon, mas a coleção de livros proféticos (a partir dos quais os Neviim foram selecionados) teve sua composição alterada por ter vários escritos hagiográficos nele incorporados. Alguns dos escritos mais recentes, os chamados anagignoskomena, em grego, não estão incluídos no Cânon judaico. Dentre estes livros estão os Livros dos Macabeus e o Eclesiástico. Além disso, a versão da LXX de algumas obras, como o Livro de Daniel e o Livro de Ester, são mais longos do que aqueles encontrados no texto massorético.[8] Alguns livros posteriores, como o Livro da Sabedoria, II Macabeus, entre outros, aparentemente já foram compostos em grego e não em hebraico. [9]

A autoridade do grupo mais extenso de "escritos", a partir dos quais se formou o ketuvim, ainda não havia sido determinada, apesar de que algum tipo de processo seletivo deve ter sido empregado, uma vez que a LXX não inclui outros documentos judaicos bem conhecidos como o Livro de Enoque, o Livro dos Jubileus e outros escritos que atualmente são parte da Pseudepigrafia. Não é sabido quais foram os critérios usados para determinar o conteúdo da LXX além da "Lei e dos Profetas", expressão usada muitas vezes no Novo Testamento.

[editar] Nome e designação
A Septuaginta tem seu nome vindo do latim Interpretatio septuaginta virorum (em grego: ἡ μετάφρασις τῶν ἑβδομήκοντα, transl. hē metáphrasis tōn hebdomēkonta), "tradução dos setenta intérpretes". A palavra septuaginta[10], adds further detail: "However, it was not until the time of Augustine of Hippo (354-430 AD) that the Greek translation of the Jewish scriptures came to be called by the Latin term septuaginta. [70 rather than 72] In his City of God 18.42, while repeating the story of Aristeas with typical embellishments, Augustine adds the remark, "It is their translation that it has now become traditional to call the Septuagint" ...[Latin omitted]... Augustine thus indicates that this name for the Greek translation of the scriptures was a recent development. But he offers no clue as to which of the possible antecedents led to this development: Predefinição:Bibleverse, Josephus [Antiquities 12.57, 12.86], or an elision. ...this name Septuagint appears to have been a fourth- to fifth-century development."[11].

O título latino se refere ao relato legendário contido na pseudepigráfica Carta de Aristeias em que o rei do Egito Ptolomeu II Filadelfo pede a setenta e dois sábios judeus que traduzam a Torah para o grego, com o fim de incluí-la na Biblioteca de Alexandria.[12]

Uma versão posterior da lenda, narrada por Fílon de Alexandria, afirma que apesar de os tradutores terem sido mantidos em salas separadas, todos eles produziram versões idênticas do texto em setenta e dois dias. Apesar desse relato ser historicamente implausível, sua redação traz à tona e desejo dos sábios judeus da época de apresentar a tradução como divinamente inspirada.[12] Uma versão desta lenda é encontrada no Tratado Megillah do Talmude Babilônico (páginas 9a-9b), que identifica especificamente quinze traduções pouco usuais feitas por eruditos. Somente duas dessas traduções são encontradas no texto da LXX que chegou até nós.

[editar] Edições impressas
Todas as edições impressas da Septuaginta são derivadas de três antigas cópias.

A Editio princeps é a Bíblia Poliglota Complutense, baseada em manuscritos atualmente perdidos, é considerada bastante próxima aos mais antigos manuscritos[13]
A edição aldina publicou-se em Veneza em 1518. O texto aproxima-se mais do Codex B do que do complutense. O editor não os especifica que manuscritos usou. Foi reimpressa diversas vezes.
A edição mais importante é a romana ou sistina, que reproduz exclusivamente o Codex Vaticanus Foi publicada pelo Cardeal Caraffa, com a ajuda dos vários peritos, em 1586, autorizado pelo Papa Sisto V, para ajudar nas revisões em preparação da Vulgata Latina, requisitada pelo Concílio de Trento. Transformou-se num repositório de textos do Antigo Testamento grego e teve muitas edições novas, tais como o de Holmes e de Pearsons (Oxford, 1798-1827), e as sete edições de Constantin von Tischendorf, que se publicaram em Leipzig entre 1850 e 1887, sendo que os últimos dois, publicou-se após a morte do autor na revisão da Nestle, e as quatro edições do Henry Barclay Swete (Cambridge, 1887-95, 1901, 1909), etc;


Referências:

1.↑ [The Christian's handbook of manuscript evidence, 1997, Dr. Peter S. Ruckman]
2.↑ [Dean Burgon Society [1]]
3.↑ [Expondo a Farsa da Septuaginta, [2] ]
4.↑ [Invitation to Septuagint, 2000, Dr. Jones and Dr. Silva]
5.↑ Josephus, Flavius, Antiquities of the Jews, 12.2.11-15; Whiston, William; The Complete Works of Josephus; Hendrickson Publishers, (Nashville, Tennessee, 1987); ISBN 0-913573-86-8
6.↑ Joel Kalvesmaki, The Septuagint
7.↑ Sir Godfrey Driver, Introduction to the Old Testament of the New English Bible (1970)
8.↑ Rick Grant Jones, Various Religious Topics, "Books of the Septuagint," (Accessed 2006.9.5).
9.↑ Ver Livros da Bíblia
10.↑ The Canon Debate, McDonald & Sanders editors, chapter by Sundberg, page 72
11.↑ significa "setenta" em latim (daí a abreviação LXX)
12.↑ a b Jennifer M. Dines, The Septuagint, Michael A. Knibb, Ed., London: T&T Clark, 2004
13.↑ Joseph Ziegler, "Der griechische Dodekepropheton-Text der Complutenser Polyglotte," Biblica 25:297-310, cited in Würthwein. Apud en:Septuagint;

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Escasso

O escasso

Sem
Faço o que faço!
Ou não faço o que faria?
Que importa é que é escasso
Ou o que é sobras
De sombra e cansaço é a vida
Ou dela o que faço

Sem parar como ponteiro de relógio
Moço ouça é vida de escassez, antes isso que a completa nudez
Vivo por que vivo e isso é fato
Pensas que é fácil
Ter imagens na mente e nada no prato
É tudo muito escasso
Poderia saber se não tivesse faltado
Excluso eu não me importo ou se importo não falo
É pra isso que sou pago

É tudo muito escasso
Uns de gordura lambusam-se
Uns de nada amarguram-se
Avesso modo antropológico
Ricos em vôos a passear
Pobres a lixeiras revirar

Queria fazer mais, pela família da margem do Uberabinha
Ajudar
Mas o que faço é escasso
Quem sabe tu lês este verso
Faz mais que eu, dá dois passos
Se na poltrona somente ficar

É Escasso
Domingo o cheiro de água quente
Espigas de milho, prato único
É o que come no dia dos pais aquela gente
“Aquela”?
Sim por que sinto
Não minto muito fraco

Sou pago por isso não falo
Chega da política do não envolvimento
Isso me dá tormentos
Vamos agir
É para isso também que a igreja esta aqui, para ajudar
Amar o próximo, trazer alegria, onde tudo antes era
ESCASSO

Por Marcelo Marques

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

FONTE DE PESQUISA PARA OS ALUNOS DOS LIVROS HISTÓRICOS


A TEORIA DA CONQUISTA:
Israel invade a terra de Canaã, vindo da Transjordânia, pelo final do século XIII a.C. As tribos lutam unidas e, fazendo uma campanha militar em três fases, dirigidas ao centro, sul e norte, ocupam o país, destruindo seus habitantes, no espaço de uns 25 anos.
Esta é a visão de Js 1-12 e a que dominou no mundo judaico. A síntese de Js 10,40-43 diz o seguinte:"Assim Josué conquistou toda a terra, a saber: a montanha, o Negueb, a planície e as encostas, com todos os seus reis. Não deixou nenhum sobrevivente e votou todo ser vivo ao anátema, conforme havia ordenado Iahweh, o Deus de Israel; Josué os destruiu desde Cades Barne até Gaza, e toda a terra de Gósen até Gabaon. Todos esses reis com suas terras, Josué os tomou de uma só vez, porquanto Iahweh, Deus de Israel, combatia por Israel. Finalmente Josué, com todo Israel, voltou ao acampamento em Guilgal".
Alguns defendem esta teoria, com matizes, baseados na "evidência" arqueológica como William Foxwell Albright, George Ernest Wright, Yehezkel Kaufmann, Nelson Glueck, Yigael Yadin, Abraham Malamat, John Bright, este último moderadamente [1]. A arqueologia atesta:
a) Uma ampla destruição de cidades cananéias no final do século XIII a.C. Do norte para o sul, são essas as cidades: Hazor, Meguido, Succoth, Betel, Bet-Shemesh, Ashdod, Lakish, Eglon e Debir.
Destas 9 cidades, 4 são ditas especificamente como destruídas por Josué:
Hazor: Js 11,10-11
Lakish: Js 10,31-33
Eglon: Js 10,34-35
Debir: Js 10,38-39
b) A não destruição de cidades que os textos confirmam como não tendo sido tomadas por Josué:
Gibeon: Js 9
Taanach: Jz 1,27
Siquém: Js 24
Jerusalém: Js 15,63; 2Sm 5,6-9
Bet-Shean: Jz 1,27-28
Gezer: Js 10,33
c) A reocupação das cidades destruídas foi homogênea e pode ser relacionada com a ocupação israelita que se seguiu à conquista. Além do que tal ocupação mostra, na sua maior parte, um empobrecimento técnico, típico do assentamento de populações seminômades (o tipo de cerâmica, de construções, de utensílios etc).
d) Localidades que estavam abandonadas há muito tempo são ocupadas nova¬mente no século XIII a.C., como: Dor, Gibeah, Bersabéia, Silo, Ai, Mispa, Bet-Zur...
Ora, em nenhuma destas evidências aparece qualquer inscrição dizendo tratar-se de Israel. Mas como nenhum outro povo ocupou tal região neste período, quem poderia ser senão Israel?
Porém:
• os dados arqueológicos não são puros, são interpretados
• várias destruições podem ter sido feitas por lutas internas, lutas entre as cidades cananéias
• o livro dos Juízes relata a conquista de maneira individualizada, feita pelas várias tribos isoladamente e não uma ação conjunta de um pretenso Israel unido
• o Dtr marcou muito sua obra com propósitos teológicos - necessários no tempo do exílio - e não tinha a nossa concepção de história. Ele projetou muito no passado o que era projeto para o presente, como:
• o hérem ou "anátema", uma guerra de extermínio, com o objetivo de manter os israelitas separados das populações estrangeiras que ocuparam a Palestina durante o exílio
• o processo de nacionalização através do chefe único - Josué - que interessava na reunificação dos israelitas no pós-exílio, quando na realidade Josué deve ter comandado apenas tribos da "casa de José", como Efraim, Manassés, Benjamim
• a chave litúrgica na apresentação dos fatos (o que interessava aos levitas e à reforma de Josias) como: a tomada de Jericó (Js 6), a travessia do Jordão (Js 3-5), o culto praticado num só lugar, na seqüência Guilgal, Silo, Siquém (Js 5,10;18,1;24,1) e a condenação do culto praticado em qualquer outro lugar (Jz 17-18), quando, na verdade, os lugares de culto parecem ter sido muitos nesta época, e contemporâneos!
• as cidades de Jericó, Ai e Gibeon não podem ter sido conquistadas nesta época, segundo os arqueólogos. Jericó foi destruída no século XIV a.C. e não há indícios de destruição nos séculos XIII-XII a.C., nem de reocupação; Ai (= ruína) também já fora destruída muito tempo antes, no III milênio. Gibeon não era nenhuma cidade importante na época de Josué, segundo mostra a arqueologia (cf. Js 9)
• o livro de Josué recorre muito à etiologia, quando diz: "e (tal está assim) até o dia de hoje" (Js 4,9;5,9;6,25;7,26;8,28-29;9,27;10,27 etc). O mesmo acontece com o livro dos Juízes. Qual o valor histórico destes relatos?
A TEORIA DA INSTALAÇÃO PACÍFICA:
Modelo defendido por Albrecht Alt (1925;1939), Martin Noth (1940;1950), Manfred Weippert, Siegfried Hermann, José Alberto Soggin, Yohanan Aharoni e outros [2]. Os relatos de conquista de Josué são etiológicos e Josué não passou de um chefe local efraimita. As tribos foram ocupando os espaços vazios entre as cidades-estado cananéias, sem um conflito generalizado e organizado. Os conflitos aconteciam quando um clã invadia o território de uma cidade-estado [3].
Tal teoria baseia-se na análise crítica dos textos bíblicos e interpreta à sua luz os dados arqueológicos, que assim acabam confirmando-na. Apóia-se também nas tradições patriarcais do Gênesis: os patriarcas viviam, mais ou menos pacificamente, nas proximidades das cidades cananéias [4].
Defende uma entrada diferenciada na Palestina, para as tribos israelitas: êxodos diferentes para os vários grupos, pelo menos, para o sul e para o norte. Ligas anfictiônicas: primeiro duas (Noth): uma de clãs do sul (6 clãs posteriormente assimilados a Judá) e outra de tribos do norte. Depois sua união, antes da monarquia, em doze tribos. Noth liga os hebreus aos hapiru.
Problemas:
• anfictionia israelita?
• hapiru/hebreu?
• conceito de etiologia e narrativas etiológicas
• e as destruições do final do século XIII a.C.?

A TEORIA DA REVOLTA:
A teoria da revolta foi defendida primeiro por George Mendenhall, com um artigo [5] chamado The Hebrew Conquest of Palestine, publicado em Biblical Archaeologist 25, pp. 66-87, 1962. O artigo já começa com uma constatação, que hoje tornou-se lugar comum em congressos ou salas de aula: "Não existe problema da história bíblica que seja mais difícil do que a reconstrução do processo histórico pelo qual as Doze Tribos do antigo Israel se estabeleceram na Palestina e norte da Transjordânia" [6].
De fato, a narrativa bíblica enfatiza os poderosos atos de Iahweh que liberta o povo do Egito, o conduz pelo deserto e lhe dá a terra, informando-nos, deste modo, sobre a visão e os objetivos teológicos dos narradores de séculos depois, mas ocultando-nos as circunstâncias econômicas, sociais e políticas em que se deu o surgimento de Israel.
Frente a isso, os pesquisadores sempre utilizaram modelos ideais para descrever as origens de Israel, como o fez Martin Noth com a tese da anfictionia, importada do mundo grego. O que George Mendenhall propôs com o seu artigo foi apresentar um novo modelo ideal em substituição a modelos que não mais se sustentavam, sugerindo uma linha de pesquisa que levasse em conta elementos que até então não tinham sido considerados.
G. Mendenhall começa descrevendo os dois modelos existentes até então para a entrada na terra de Canaã, o da conquista militar e o da infiltração pacífica de seminômades e elenca os três pressupostos presentes em ambos:
• as doze tribos entram na Palestina vindo de outro lugar na época da "conquista"
• as tribos israelitas eram nômades ou seminômades que tomam posse da terra e se sedentarizam
• a solidariedade das doze tribos é do tipo étnico, sendo a relação de parentesco seu traço fundamental, caracterizando-as, inclusive, em contraste com os cananeus.
Ora, continua Mendenhall, o primeiro e o terceiro pressupostos até que podem ser aceitos, mas "a suposição de que os israelitas primitivos eram nômades, entretanto, está inteiramente em contraste com as evidências bíblicas e extra-bíblicas, e é aqui a reconstrução de uma alternativa deve começar" [7].
A seguir, Mendenhall critica a visão romântica do modo de vida dos beduínos, erroneamente vistos como nômades contrastando com os sedentários das cidades, que foi assumida sem criticidade pelos pesquisadores bíblicos e usada como modelo para o Israel primitivo. Mostra que os próprios relatos bíblicos jamais colocam os antepassados de Israel como inteiramente nômades, como, por exemplo, Jacó e Labão, Jacó e os filhos, onde há sempre uma parte do grupo que é sedentária. Igualmente critica a noção de tribo como um modo de organização social próprio de nômades, mostrando que tribos podem ser parte ou estar em relação com povoados e cidades.
Aproximando o conceito de hebreu ao de Hab/piru, e utilizando as cartas de Tell el-Amarna, Mendenhall procura demonstrar que ninguém podia nascer hebreu já que este termo indica uma situação de ruptura de pessoas e/ou grupos com a fortemente estratificada sociedade das cidades cananéias. E conclui: "Não houve uma real conquista da Palestina. O que aconteceu pode ser sumariado, do ponto de vista de um historiador interessado somente nos processos sócio-políticos, como uma revolta camponesa contra a espessa rede de cidades-estado cananéias".
Estes camponeses revoltados contra o domínio das cidades cananéias se organizam e conquistam a Palestina, diz Mendenhall, "porque uma motivação e um movimento religioso criou uma solidariedade entre um grande grupo de unidades sociais preexistentes, tornando-os capazes de desafiar e vencer o complexo mal estruturado de cidades que dominavam a Palestina e a Síria no final da Idade do Bronze" [8]. Esta motivação religiosa é a fé javista que transcende a religião tribal, e que funciona como um poderoso mecanismo de coesão social, muito acima de fatores sociais e políticos... Por isso a tradição da aliança é tão importante na tradição bíblica, pois esta é o símbolo formal através da qual a solidariedade era tornada funcional.
A ênfase na mesma herança tribal, através dos patriarcas, e na identificação de Iahweh com o "deus dos pais", pode ser creditada à teologia dos autores da época da monarquia e do pós-exílio que deram motivações políticas a uma unidade que foi criada pelo fator religioso.
Niels Peter Lemche, por outro lado, critica Mendenhall, por seu uso arbitrário de macro teorias antropológicas, mas especialmente por seu uso eclético destas teorias, coisa que os teóricos da antropologia não aprovariam de modo algum [9]. Segundo Lemche, Mendenhall usa os modelos de Elman Service expostos em sua obra Primitive Social Organization, New York, Random, 19622. Sem dúvida, seu ponto mais crítico é o idealismo que permeia o seu estudo e coloca o "javismo", um javismo não muito bem explicado, mas principalmente só o javismo e nenhuma outra esfera da vida daquele povo, como a causa da unidade solidária que faz surgir Israel.
Alguns anos mais tarde, Norman K. Gottwald publicou seu polêmico livro The Tribes of Yahweh: A Sociology of the Religion of Liberated Israel, 1250-1050 B.C.E., Maryknoll, New York, Orbis Books, 1979, no qual retoma a tese de G. Mendenhall e avança por quase mil páginas em favor de uma revolta camponesa ou processo de retribalização que explicaria as origens de Israel. Mas, em um artigo anterior, de 1975, didaticamente, Gottwald expõe sua tese então em desenvolvimento, e que usarei aqui para sintetizar seus pontos fundamentais [10].
Ele diz que até recentemente a pesquisa sobre o Israel primitivo era dominada por três idéias básicas:
• o pressuposto de mudança social ocorrida no deslocamento de populações, ou seja: um hiato sócio-político em Canaã teria ocorrido como resultado da substituição demográfica ou étnica de um grupo por outro, seja por imigração seja por conquista militar
• o pressuposto da criatividade do povo do deserto em iniciar mudanças sociais em regiões sedentárias, ou seja, Israel teria ocupado a terra como recurso para realizar a passagem do seminomadismo para a sedentarização, resultando numa aculturação sócio-política
• o pressuposto de mudança social produzida por características especiais de um grupo ou por elementos culturais de destaque, ou seja, a partir do momento em que o judaísmo é lido a partir da perspectiva do judaísmo tardio e do cristianismo, o javismo é visto como fonte isolada e agente de mudança na emergência de Israel [11].
As forças e pressões que dobraram e quebraram estes pressupostos são muitos, mas basta citarmos umas poucas para que as coisas comecem a clarear: a evidência etnográfica de que o seminomadismo era apenas uma atividade secundária de populações sedentárias que criavam gado e cultivavam o solo; indicações de que mudanças culturais e sociais são freqüentemente conseqüências do lento crescimento de conflitos sociais dentro de uma determinada população mais do que resultado de incursões de povos vindos de fora; a conclusão de que conflitos ocorrem tanto dentro de sociedades controladas por um regime único como entre estados opostos; a percepção de que a tecnologia e a organização social exercem um impacto muito maior sobre as idéias do que pesquisadores humanistas poderiam admitir; evidências da fundamental unidade cultural de Israel com Canaã em uma vasta gama de assuntos, desde a língua até a formação religiosa...
Os conceitos centrais que emergem deste deslocamento de pressupostos, cada vez maior entre os estudiosos, podem ser sintetizados da seguinte maneira:
• o pressuposto da ocorrência normal de mudança social ocorrida por pressão e conflitos sociais internos, como resultado de novos avanços tecnológicos e de idéias em confronto numa interação volátil
• o pressuposto da função secundária do deserto em precipitar a mudança social, sendo que no Antigo Oriente Médio o seminomadismo era econômica e politicamente subordinado a uma região predominante agrícola e que nunca foi ocasião de deslocamentos maciços de populações ou de conquistas políticas provocadas por estes deslocamentos
• o pressuposto de que mudança social ocorre pela interação de elementos culturais de níveis diversos, especialmente o fato de que os fatores ideológicos não podem ser desligados de indivíduos e grupos vivendo em situações específicas, nas quais determinados contextos tecnológicos e sociais adquirem configurações novas [12].
A partir de tais constatações, Gottwald propõe um modelo social para o Israel primitivo que segue as seguintes linhas: "O Israel primitivo era um agrupamento de povos cananeus rebeldes e dissidentes, que lentamente se ajuntavam e se firmavam caracterizando-se por uma forma anti-estatal de organização social com liderança descentralizada. Esse desligar-se da forma de organização social da cidade-estado tomou a forma de um movimento de 'retribalização' entre agricultores e pastores organizados em famílias ampliadas economicamente auto-suficientes com acesso igual aos recursos básicos. A religião de Israel, que tinha seus fundamentos intelectuais e cultuais na religião do antigo Oriente Médio cananeu, era idiossincrática e mutável, ou seja, um ser divino integrado existia para um integrado e igualitário povo estruturado. Israel tornou-se aquele segmento de Canaã que se separou soberanamente de outro segmento de Canaã envolvendo-se na 'política de base' dos habitantes dos povoados organizados de forma tribal contra uma 'política de elite' das hierarquizadas cidades estados" [13].
Assim, Gottwald vê o tribalismo israelita como uma forma escolhida por pessoas que rejeitaram conscientemente a centralização do poder cananeu e se organizaram em um sistema descentralizado, onde as funções políticas ou eram partilhadas por vários membros do grupo ou assumiam um caráter temporário. O tribalismo israelita foi uma revolução social consciente, uma guerra civil, se quisermos, que dividiu e opôs grupos que previamente viviam organizados em cidades-estado cananéias. E Gottwald termina seu texto dizendo que o modelo da retribalização levanta uma série de questões para posterior pesquisa e reflexão teórica [14].


BIOGRAFIA:
Cf. ALBRIGHT, W. F., The Archaeology of Palestine, Baltimore, Penguin, 19603; WRIGHT, G. E., Biblical Archaeology, Philadelphia, Westminster Press, 19622; KAUFMANN, Y., The Religion of Israel: From its Beginnings to the Babylonian Exile, New York, Schocken Books, 1972; BRIGHT, J., História de Israel, São Paulo, Paulus, 1978.
[2]. Cf. ALT, A., Terra Prometida. Ensaios sobre a História do Povo de Israel, São Leopoldo, Sinodal, 1987; NOTH, M., The History of Israel, New York, Harper & Brothers, 1960; WEIPPERT, M., The Settlement of the Israelite Tribes in Palestine, London, SCM Press, 1971; HERMANN, S., A History of Israel in Old Testament Times, Philadelphia, Fortress Press, 1975; SOGGIN, J. A., Joshua, Philadelphia, Westminster Press, 1972.
[3]. Cf. ALT, A., Terra Prometida. Ensaios sobre a história do povo de Israel, pp. 19-110.
[4]. Cf. ALT, A., Terra Prometida, pp. 56 e 72-73.
[5]. Cf. o artigo em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.), Community, Identity and Ideology. Social Sciences Approaches to the Hebrew Bible, Winona Lake, Indiana, Eisenbrauns, 1996, pp. 152-169.
[6]. MENDENHALL, G. E., The Hebrew Conquest of Palestine, em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.), Community, Identity and Ideology, p. 152.
[7]. Idem, ibidem, p. 154.
[8]. Idem, ibidem, pp. 158-159.
[9]. Cf. LEMCHE, N. P., "On the Use of "System Theory", "Macro Theories", and Evolutionistic Thinking" in Modern Old Testament Research and Biblical Archaeology, em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.), Community, Identity and Ideology, p. 279.
[10]. Cf. GOTTWALD, N. K., Domain Assumptions and Societal Models in the Study of Pre-Monarchic Israel, em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.), Community, Identity and Ideology, pp. 170-181. Cf. também Revisiting The Tribes of Yahweh (2006).
[11]. Cf. Idem, ibidem, p. 172.
[12]. Cf. Idem, ibidem, pp. 173-174.
[13]. Idem, ibidem, pp. 174-175.

1° DEBATE TELEVISIVO DOS CANDIDATOS A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA 2010





Ao assistir este debate tive a certeza, ainda não esta no momento de decidir em quem votar, os presidênciáveis estão em formação, falta uma boa jornada para o preparo e segurança dos mesmos no que diz respeito a capacidade de administrar o nosso País, com isso veja abaixo o resumo de tudo e faça a sua auto-crítica, decida-se aos poucos e saiba, votar com certeza é preciso.

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV), José Serra (PSDB) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participaram na noite desta quinta-feira (5) do primeiro debate da campanha presidencial na TV, em que discutiram temas como educação, saúde, meio ambiente, carga tributária e privatizações.

O debate foi realizado pela TV Bandeirantes. Parte do programa foi marcada pela polarização entre Dilma e Serra em torno dos legados dos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marina procurou se mostrar como "pós-Lula e FHC" e Plínio não economizou críticas à situação do país e aos outros candidatos.

No debate, eles responderam a perguntas formuladas pela produção e por jornalistas da emissora. Também puderam fazer perguntas entre si.

Primeiro bloco
Na primeira parte do bloco inicial, os quatro candidatos responderam a uma mesma pergunta da produção. Deveriam escolher, entre segurança, educação e saúde, qual área priorizariam imediatamente após a posse e quais seriam as primeiras medidas.

Plinio de Arruda Sampaio (PSOL) apontou “omissão” da mídia em relação à sua candidatura. “A razão dessa omissão é muito clara, porque nós queremos apresentar uma alternativa a um modelo de desigualdade”. Defendeu a “perspectiva da igualdade social” como forma de encarar os problemas.

Marina Silva (PV) disse não ser possível separar educação, segurança e saúde, mas apontou a última área como prioridade. Disse que “milhões de brasileiros continuam nas filas” e citou sua experiência de “ficar na fila como indigente”. Citou como medida inicial o trabalho pela regulamentação da emenda 29, que assegura recursos mínimos para financiamento da saúde.

José Serra (PSDB) ressaltou a importância das três áreas. “A saúde e a segurança têm a ver com a vida, enquanto a educação tem a ver com o futuro.” Enumerou suas prioridades em cada setor: criação do ministério da Segurança Pública, construção de 150 ambulatórios médicos de especialidades e criação de 1 milhão de vagas no ensino técnico.

Dilma Rousseff (PT) afirmou não ser possível priorizar uma área. “Um governo tem que atender simultaneamente a todos os temas.” Citou propostas em educação, como ênfase em qualidade do ensino e remuneração e “formação continuada” dos professores.

Perguntas
No início da rodada de perguntas entre candidatos, Serra dirigiu-se a Dilma e perguntou quais são suas “propostas concretas” em saúde, segurança e educação.

A petista disse que irá “completar o SUS [Sistema Único de Saúde]” e criar 500 unidades de pronto-atendimento 24 horas. Em segurança, citou a experiência das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) do Rio; em educação, prometeu “grande ênfase” em educação profissional.

Marina fez pergunta a Serra: “Durante oito anos em que você foi situação e oposição, qual foi a aprendizagem que ficou?” Falando em "conquistas ao longo dos anos que não foram parte de apenas um governo", o tucano citou a Assembleia Constituinte, o Plano Real e o Bolsa-Família, “que foi precedida de outras bolsas criadas no governo Fernando Henrique”. Disse que, como oposição, “nunca jogou no quanto pior, melhor”.

Marina criticou PT e PSDB por não terem promovido um “realinhamento histórico” nos últimos 16 anos. O tucano citou ação conjunta com setores da oposição quando era ministro da Saúde de FHC.

Plínio quis saber a opinião de Dilma sobre três temas: promoção de plebiscito para limitar todas as propriedades agrícolas em 1.000 hectares, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e “anistia aos desmatadores”.

A petista disse ser contra qualquer medida que “flexibilize a possibilidade de desmatamento”. Sobre jornada de trabalho, disse que o Brasil “é composto por milhões de situações diferentes” e que a “discussão tem que ser específica”.

Em pergunta a Serra, Dilma citou “valor histórico de geração de empregos” formais no governo Lula (14 milhões). “Como o senhor vê essa diferença e como vai fazer para criar esses milhões de empregos que conseguimos?”

O tucano disse que “a gente não deve fazer campanha com os olhos no retrovisor” e afirmou que as circunstâncias da economia no governo Lula são “absolutamente diferentes” das da gestão do PSDB.

Segundo bloco
Serra iniciou o segundo bloco questionando Dilma sobre a relação da União com as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). O tucano disse que o governo federal estava discriminando essas entidades.

Dilma rebateu e disse que não concordava “de jeito nenhum” com as declarações do adversário. “Se teve um governo que se comprometeu com essa questão do transporte escolar, que se comprometeu também com a ajuda à criança, ao adolescente e ao adulto excepcional foi o nosso governo. E isso ficou claro não só no que se refere à questão da educação”, respondeu.

Assim como no primeiro bloco, Plínio perguntou qual é a posição de Serra sobre limitar o tamanho das propriedades em 1.000 hectares, sobre redução da jornada de trabalho e a anistia aos desmatadores.

Serra respondeu que o governo federal já tem um “estoque” de terras desapropriadas disponíveis e que não é necessário limitar o tamanho das propriedades. Disse que a discussão sobre jornada de trabalho é “um bom debate para o Congresso Nacional” e afirmou ser contrário a anistia para desmatadores.

Marina abordou o tema da educação e voltou a defender o investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Ela questionou a petista sobre como fazer isso imediatamente e comparou o sistema educacional no Brasil com o do Chile, apontando desvantagem para o brasileiro.

Dilma defendeu maior investimento na área e propôs acabar com a chamada progressão automática e continuada. “É importante que as crianças tenham conhecimento testado até para a gente poder reforçar quando não estiverem adequados”, disse.

No fim do bloco, Dilma questionou Marina sobre o crack. A candidata do PV disse que programa recente do governo federal é "muito semelhante” ao apresentado em 2009 ao governo Lula pelo coordenador da área de segurança pública de sua campanha.

Terceiro bloco
No terceiro bloco do debate, Marina questionou Plínio sobre suas propostas de política social. O candidato do PSOL defendeu uma “distribuição radical” de renda. “Vocês estão propondo medidas de melhorias, isso não vai resolver, porque é brutal a diferença entre o rico e o pobre neste país”, respondeu o candidato.

Dilma perguntou a opinião de Serra sobre duas ações do governo Lula: a política para a indústria naval e o programa Luz para Todos, de eletrificação rural. Serra defendeu maior produção nacional de componentes. Afirmou que o Luz para Todos é um bom programa “financiado pelos consumidores” e um “prolongamento” do Luz no Campo do governo FHC.

Serra questionou Dilma sobre saúde. “Por que houve o encolhimento de cataratas, varizes, próstatas e muitas outras cirurgias?” A petista disse não ser contra mutirões de cirurgias, mas que a ação não pode ser prioridade em política de saúde. Defendeu o fortalecimento do SUS, com criação de unidades de pronto-atendimento e policlínicas.

Ao perguntar, Plinio disse que o governo federal gasta três vezes mais com o serviço da dívida do que com o Bolsa-Família, e pediu que Dilma explicasse a situação.

Ela voltou a defender as políticas sociais do governo Lula. “Nós tivemos no Brasil uma situação muito diferente do que foi pintada aqui”. Citou ainda ações federais de incentivo à agricultura familiar. “Quem fez a meta do programa de reforma agrária do Lula fui eu. Cortaram pela metade a meta que pus”, rebateu Plínio.

Quarto bloco
No quarto bloco, os candidatos responderam a perguntas formuladas pelos jornalistas Joelmir Beting e José Paulo de Andrade, que escolhiam um candidato para comentar.

Dilma foi a primeira a responder. Questionada se é possível reduzir juros e impostos sem um forte enxugamento dos gastos no setor público, apontou um “acelerado processo de redução do endividamento público” no país.

“Quando chegamos ao governo, [a dívida pública em relação ao PIB] estava em 60% e vamos chegar agora a 42%. Acho que em 2014 nós chegaremos a 30%”, estimou. Ela fez críticas ao governo FHC. “No governo anterior, os juros reais estavam entre 15% a 20%. Chegaram até a 23% no primeiro mandato. Agora estamos numa faixa de 5% ou 6%”, disse.

Serra comentou a resposta de Dilma e disse que é preciso uma política econômica “mais adequada” para a redução da carga tributária. “Eu criei a nota fiscal paulista e vou fazer a nota fiscal brasileira", afirmou.

Na pergunta seguinte, questionado sobre privatizações, Serra aproveitou para criticar a indicação de filiados a partidos para cargos públicos. "Não vou arrebentar empresas públicas importantes como aconteceu no caso dos Correios." E acrescentou: “Se eles eram tão contra a privatização, no caso do atual governo, é um mistério porque nada foi reestatizado.”

“Nós não somos aqueles que gostam de falar que vamos rever contratos. A gente respeita contratos”, respondeu a petista. Ela rebateu as acusações de loteamento político afirmando que, no governo FHC, havia deputados federais aliados ao governo federal nos conselhos da Petrobras e na assessoria da estatal.

Marina respondeu a uma pergunta sobre qual seria a prioridade na área ambiental: combate ao aquecimento global ou redução do déficit de saneamento básico no país.

Ela discordou que as duas áreas estejam em oposição. Segundo ela, defender o meio ambiente e melhorar o saneamento “fazem parte da mesma equação”.

O candidato do PSOL foi o escolhido para comentar a resposta de Marina. Contestou a tese de conciliar a defesa do meio ambiente e o desenvolvimento econômico e chamou Marina de “ecocapitalista”.

Plinio foi questionado sobre pontos citados no programa do PSOL, como a ocupação do campo e da cidade, a transposição do Rio São Francisco e a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Disse que Belo Monte é um “absurdo econômico” e criticou a transposição do São Francisco, afirmando que o propósito do projeto é "entregar a economia do Nordeste ao agronegócio”. "Não é pra levar água [ao Nordeste]. Tem água suficiente lá." Ele defendeu também a ocupação de terras como “um direito da massa trabalhadora”. Segundo ele, sem as ocupações, a reforma agrária anda “devagarinho”.

Considerações finais
Em sua última intervenção, Serra disse ter sido alertado pela filha sobre ter “sorrido pouco” no
debate, mas se disse “felicíssimo” pela participação. Citou sua origem “de pais modestos” e
trajetória na vida pública. “Sempre tive uma meta, abrir oportunidades para todos em nosso país, isso é o que eu farei na Presidência da República.”

Dilma afirmou que “coordenar a equipe de ministros do presidente Lula” foi a “experiência mais
vigorosa e importante” de sua vida. Citou a convivência com a “generosidade e inteligência
política” do presidente. Disse ter compromisso com a erradicação da pobreza e disse que “as
mulheres estão preparadas para ser presidente da República”.

Marina disse que as eleições não serão ganhas pela lógica do “eu, eu, sei, sei”. Disse que é o
momento de crescer “sem desconstruir acertos e negar conquistas”. Declamou uma poesia e pediu voto para "eleger a primeira mulher, de origem humilde e amazônica".

Plínio afirmou que há um “muro entre as aspirações e a realidade do país”. “Você não consegue superar isso com medidas homeopáticas”, declarou. Disse ter sido “discriminado” no debate e que sua candidatura expressa “inconformidade”. Defendeu o voto em candidatos do PSOL.
fonte: G1.com

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

DE ONDE VEIO A RELIGIÃO?


Para Charles Darwin, a origem da religião não era segredo. “Assim que os importantes traços cognitivos relacionados à imaginação, questionamentos e curiosidade juntam-se ao poder do raciocínio, o homem passa a desejar a conhecer as razões dos fenômenos que o cercam, especulando vagamente sobre sua própria existência…”, escreveu Darwin em “The Descent of Man”, na minha tradução livre.

No entanto, a “fé” sempre causou perplexidade a Darwin. Toda sociedade humana teve deuses. Sejam góticos, mitológicos ou maias, eles sempre estiveram presente. Em todas as culturas, os homens colocam esforços significativos na elaboração de catedrais, rituais. Sem nenhuma vantagem aparente na sobrevivência ou reprodução da população. Então, porquê e como a religião surgiu?

Não existe consenso entre os especialistas, mas novas ideias estão surgindo com a junção das disciplinas de arqueologia e estudos da mente. Esse campo emergente explora a hipótese de que a religião seria uma consequência natural da mente humana. Ou seja, os caminhos evolucionários que teriam criado nosso sofisticado cérebro, também teriam sido responsáveis pela crença no sobrenatural.

A afirmação é baseada em dados recentes que sugerem que os humanos teriam a tendência de procurar sinais de “agentes”, ou mentes como a nossa, no mundo natural. Em paralelo, arqueólogos buscam indícios de religião através da relação com outra atividade cognitiva humana: o comportamento simbólico levando a sociedades mais complexas. Esses dois campos tem se desenvolvido muito, mas a distância entre as evidências físicas arqueológicas e os modelos teóricos da neurociência ainda é enorme.

Através de objetos achados durante escavações arqueológicas, cientistas tentam unir o uso de símbolos com a emergência da espiritualidade humana. Cerca de 100 mil anos atrás, povos no sul da África, nas cavernas de Blombos, rabiscaram figuras geométricas em alguns objetos. Apesar de não ser possível associar esses registros com religião, é razoável pensar que o pensamento simbólico seria um pré-requisito para o comportamento espiritual.

Num período próximo, cerca de 95 mil anos atrás, encontrou-se esqueletos humanos em Qafzeh, Israel, sugerindo rituais de velório. Neandertais, há uns 65 mil anos atrás, também velavam seus mortos em algumas circunstâncias. Seriam essas as primeiras evidências de uma angústia metafísica?

Talvez tudo isso seja muito subjetivo para alguns, mas as pinturas dos caçadores da era do gelo são mais convincentes. Cerca de 30-35 mil anos atrás na Europa, temos o florescer do expressionismo simbólico, no período conhecido como a explosão do Paleolítico Superior.

Pinturas bem realísticas, retratando criaturas – meio-homem meio-animal – foram encontradas nas paredes das cavernas de Grotte Chauvet, na França. Também foram achadas pequenas esculturas em cavernas da Alemanha, incluindo uma “Vênus” e três “Homens-leão”, os primeiros seres quimeras.

A tal da Vênus ilustra bem a dificuldade em se conciliar as interpretações dos pesquisadores. Se por um lado, a mulher sem cabeça, com seios fartos e uma detalhada genitália é considerada como uma deusa da fertilidade, por outro lado, outros a consideram um típico exemplo de “paleo-porno”. Afinal, assim como a religião, a pornografia também sempre esteve presente em qualquer sociedade humana.

Ainda seguindo pistas arqueológicas, templos de 11 mil anos atrás foram achados em Gobekly Tepe, na Turquia. Ali, encontraram-se diversas esculturas de animais selvagem, indícios de velórios e de remoção do crânio. Mesmo assim, é difícil vincular esses achados com a adoração a deuses, a não ser que as culturas comecem a chamá-los por nomes específicos. Nesse caso, nos resta as culturas literárias da Mesopotâmia e Egito, cerca de 5 mil anos atrás. Nesses impérios, fica claro o poder e temor aos deuses nas escrituras.

Teriam sido doutrinados a crer ou já teriam nascidos crentes?

Segundo as novas ideias que estão emergindo de um modelo de religião cognitivo, humanos seriam tão especializados em compreender sinais e desejos de outros que se tornaram supersensíveis a “agentes” causadores. Essa sensibilidade seria uma consequência de uma hipertrofia cognitiva social, criando uma tendência em nosso cérebro de atribuir a um outro ser eventos estocásticos ou fenômenos naturais. Seríamos intuitivamente teístas por natureza.

Pesquisas recentes têm mostrado que crianças em idade pré-escolar preferem explicações teológicas a mecanísticas no que se refere a fenômenos naturais. Quando questionadas se as pedras seriam pontiagudas porque são constituídas por pequenas quantidades de matéria ou para proteção de animais que queiram sentar-se nelas, as crianças optam pela última explicação. Elas buscam uma qualidade animada para a pedra.

O valor de estudar isso em crianças é que elas podem distinguir melhor o que é inato do que é cultural. Mas é interessante notar que testes semelhantes, feitos em adolescentes sob pressão de responder rápido, resultaram em dados semelhantes. Pode ser que, sob pressão, nosso cérebro haja instintivamente, optando por explicações não científicas.

Essa disposição criacionista ecoa junto com uma outra tendência do cérebro humano: nosso supersensível detector de “agentes”, isto é, a capacidade de procurar por seres racionais mesmo em objetos inanimados. Num clássico experimento da década de 40, psicólogos notaram que pessoas assistindo animações de círculos, triângulos e quadrados tinham a inclinação de associar as formas geométricas a personagens, até mesmo criando narrativas em eventos aleatórios.

É o famoso barulho no meio da noite. Pensamos logo: quem está aí? É uma pergunta que surge quase instantaneamente. A tendência de procurarmos um agente pode ter sido programada em nosso cérebro pela evolução através de uma seleção natural que favoreceu falsos positivos. Afinal, um barulho no meio da noite pode muito bem ser um ladrão (ou um leão), nos colocando em estado de alerta.

Logicamente que isso está longe de ser uma explicação para a crença em deuses ou espíritos. Outra peça cognitiva que se encaixa perfeitamente nessa ideia vem da “teoria da mente” (conceito já discutido em colunas anteriores). A teoria da mente nada mais é do que a capacidade que temos de entender que um outro ser também tem uma mente, com intenções, desejos e crenças dela mesma.

Essa capacidade é desenvolvida com o tempo, sabe-se que só a adquirimos por completo depois dos 5 anos de idade, e nos auxilia a navegar nas complicadas relações sociais humanas. Enquanto o cérebro de um chimpanzé esta programado para lidar com relações pessoais num grupo de 50 indivíduos, o humano pode encarar até 150 pessoas.

Mas se já suspeitamos que um agente é o responsável por um evento misterioso, estamos a um passo pequeno para começarmos a imaginar que esse agente tem uma mente que funciona de forma semelhante à nossa. Oras, é lógico que o ladrão tropeçou no meio da noite procurando algo pra roubar. Elevando-se esse conceito a uma dimensão mais sofisticada, chegamos a uma rica representação do que deve ser a mente de um Deus. Passamos a atribuir desejos, paixões, ódio e vingança a um “agente-Deus”, da mesma forma que as sentimos.

Além disso, devemos estar também programados para não aceitar a morte da mente. Experimentos com crianças, mostrando um boneco de rato sendo engolido por um boneco de jacaré, mostrou que elas entendem a morte carnal, isto é, compreendem que o rato não precisa mais se alimentar, por exemplo. Mas falham em identificar a morte da mente.

Continuam a achar que o rato pode ter fome ou que estaria preocupado com seu irmão, indicando a persistência do estado psicológico, mas não físico. A separação da mente e corpo é comum em muitas religiões, retratada na vida após a morte ou reencarnação, sugerindo que talvez seja um fator humano universal na sua essência.

Nosso cérebro social pode explicar porque crianças são atraídas por animais falantes e fadas voadoras, mas religião é muito mais que isso. Derivar crenças a partir da arquitetura cognitiva da mente é, sem duvidas, necessário, mas não suficiente.

A velha alternativa continua valendo: a religião promove um comportamento cooperativo entre indivíduos desconhecidos e assim cria grupos estáveis capazes de adaptação em circunstâncias mais desafiadoras, como o frio intenso ou escassez de alimento. A religião melhoraria a sobrevivência e reprodução de seus membros.

Em suporte dessa ideia, vale lembrar que os homens são mais propensos a um comportamento altruísta e solidário se sabem que estão sendo vigiados. Dessa forma, a presença onipotente de um Deus supernatural e preocupado com a moralidade serve de estímulo ao comportamento altruísta, especialmente em grupos grandes ou quando o anonimato é possível. Mas existem poucas evidências científicas de que esse é realmente o caso. Faltam estudos investigando se os indivíduos realmente seguem todos os princípios da religião a que pertencem.

Acompanho essa discussão há um tempo e acredito que os objetos arqueológicos respondem apenas a um pedaço das questões e os modelos cognitivos ainda estão muito baseados em especulações. Mesmo assim, a forma como diferentes disciplinas têm convergido para a resolução desse problema sugere um aumento no interesse sobre o assunto.

Espero ver uma transformação nos próximos dez anos, com novas evidências e mais dados apontando para o porquê e como as religiões de fato surgiram e dominam sociedades humanas.

FONTE: http://colunas.g1.com.br

VIDEO AMADOR DE JERUSALÉM

Faço das minhas, as palavras dele.

Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta terra podem satisfazer, a única explicação lógica é que eu fui feito para um outro mundo. C. S. Lewis

REFLEXÃO

Levar uma vida cristã significa ter os comportamentos aprovados pelo grupo religioso a que pertencemos?